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Terça, 14 Agosto 2018

Granville Garcia de Oliveira

Prof. Dr. Granville Garcia de Oliveira (Fortaleza) - UMA BIOGRAFIA PAI-D’ÉGUA.

Tem razão quem diz que todo cearense é um “pai-d’égua arretado”. Granville Garcia de Oliveira, de Fortaleza, é um exemplo. Filho de Antônio Juranvile de Oliveira (Morada Nova-CE) e Diva Garcia de Oliveira, carioca. Seu pai, no início de 1940, foi convocado para a Segunda Guerra Mundial. Bacharel em Ciências e Letras, pretendia fazer Medicina, mas decidiu ingressar na Aeronáutica. Na Campanha do Atlântico Sul, morava no Rio de Janeiro e voava em bombardeiros anfíbios Catalina PBY.

 

Ali seus pais se conheceram e se casaram em 1945. A família mudou-se para Fortaleza, onde eram sediados outros bombardeiros, como o Lodestar e o Hudson. Em 16 de junho de 1946, nascia Granville Garcia de Oliveira em Fortaleza, moleque com mais de quatro quilos. Rodeado pelos avós, Joaquim Gonzaga de Oliveira, Angélica Chaves de Oliveira, e tios, como Erivan, Clezer, Ernani, Airton, Glauco e Ubirajara, todos Chaves de Oliveira. Após dois anos de Fortaleza, Granville foi com a família para o Rio de Janeiro. Ficaram na casa dos avós maternos, Hélio Fernandes Garcia e Nair Moreira Garcia, mais os tios Hilio e Marlene. Dois anos depois, a família foi para Curitiba. Seu pai faria mais um curso militar e seguiu transferido para Natal (RN). Ali integrou o I/IV Grupo de Aviação de Bombardeiros Bimotores B-25 e inventou o radar portátil, tecnologia repassada pela Aeronáutica aos Estados Unidos. Em 1954, nasceria o seu irmão, Alequisandre. No périplo militar, a família voltou para Fortaleza, e seu pai ingressou no esquadrão de caça dos jatos F-80.

 

Granville estudou em Fortaleza no colégio S. João, do seu primo Odilon Braveza. Depois, no revolucionário colégio Batista Santos Dumont, dirigido pelo americano Burton Davies. E, em seguida, no colégio Marista. Em Fortaleza nasceu seu irmão Evandro (1957). De novo, sua família mudou-se, agora, para S. Paulo (Guaratinguetá) e o pai foi atuar na Escola de Especialistas em Aeronáutica.

 

Granville completou o curso científico, em Juiz de Fora, na Escola de Comércio. Em 1967, ingressou na Faculdade de Medicina da UFRJ e concluiu o curso em 1972, em 11º lugar. Com excepcional desempenho e aprovação em diversos concursos públicos, se tornou destacado estudante e, durante o curso, vislumbrou a existência de possíveis mecanismos da Síndrome da Falência de Múltiplos Órgãos.

 

Em 9 de março de 1973, casou-se com Mona Husseini de Oliveira, de família libanesa. Mudou-se para S. José do Rio Preto, e foi professor-assistente de Clínica Médica. Em seguida, deslocou-se para New York, iniciando Residência em Clínica Médica, na Maimonides Medical Center. Aí nasceu o primeiro de três filhos, Samer Ali Husseini de Oliveira (24/3/974), hoje médico cardiologista atuante na área de arritmologia, em Cleveland, Ohio. Posteriormente, Granville fez especializações em Cardiologia, Pneumologia, Terapia Intensiva e Medicina de Urgência, Mestrado e Doutorado em Farmacologia(USP), e Pós-Doutorados em Pesquisa Clínica e Farmacologia Clínica, na Harvard Medical School, University of Rochester School of Medicine and Dentistry, Food and Drug Administration e National Institutes of Health.

 

Mudou-se para Brasília, em 1980, e trabalhou como assessor e coordenador de Pesquisa na Central de Medicamentos(CEME) do MPAS. Em seguida, foi aprovado para o cargo de consultor legislativo do Senado Federal, onde se aposentou em 1998. Em 1997, pela descoberta da Síndrome da Falência de Múltiplos Órgãos, foi indicado ao Prêmio Nobel de Medicina, pelos cientistas Joel Moss, diretor do National Institute of Health; Michael Weintraub, diretor do Food and Drug Administration; Louis Lasagna, diretor da Tufts University School of Medicine; Eugene Braunwald, diretor da Clínica Médica da Harvard Medical School, entre outros. Nas décadas de 80 e 90 atuou como professor e pesquisador associado da Universidade de Brasília, da Faculdade de Medicina de Santos e de S. José do Rio Preto. Posteriormente admitido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) nas funções de gerente de Pesquisa Clínica, de Medicamentos Novos e de Medicamentos Biológicos, atuou até 2008. Desde então, é professor de Semiologia e Clínica Médica na Faculdade Medicina da Universidade Católica de Brasília, além de dedicar-se à clínica privada. Em Brasília, nasceram seus outros dois filhos: Hanna e Nader Ali.

 

Além desses aspectos científicos, Granville caracteriza-se por sua vocação artística, tendo feito parcialmente (3 anos) o curso de Escultura na Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ. É escultor e pintor, além de ser escritor, músico e piloto de avião. É cristão, muçulmano e maçon. Acredita na irmandade dos seres humanos e em sua inserção Universal. (LJJM)

 

 

 

 

 

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