Terça, 22 Maio 2018

José Tomé de Sousa

José Tomé de Sousa, nascido em 06 de junho de 1942, na cidade de Itapipoca, filho de Luiz Tomé de Sousa e Joana Tomé de Sousa, foi batizado na Matriz de Nossa Senhora das Mercês. Era costume à época batizar antes de registrar no cartório da cidade. O Velho patriarca da família Tomé, proclamava para todos os seus que era preciso ante de mais nada, saldar o nascimento de mais um cristão, antes de tornar o neto mais um cidadão brasileiro – Afinal de contas a mortalidade infantil grassava nos sertões do Nordeste e ele não queria que nenhum dos seus entes aumentasse o número de pagões que vagariam por todos os tempos nas profundezas do limbo.

 

Assim sendo, passados os primeiros tempos e vencidos os obstáculos tortuosos, estava o menino batizado e registrado confirmando o nome que iria levar no decorrer da vida. A cidade de Itapipoca naquela época era uma espécie de capital regional de grande parte do norte do Ceará. Era a maior produtora de algodão e o município abrangia as serras, o sertão e as praias.

 

As famílias mais numerosas eram também as de maior poder econômico e político – Os Romeros, os Teixeiras, os Barrosos, os Bragas, os Pontes, os Madeiras e os Castros se entrelaçavam e as oligarquias eram mais familiares do que partidárias e o poder alternava o mando da cidade – Pouco tempo de paz e a guerra intermitente, pelo poder de comandar o município incluindo a nomeação de médicos, dos professores, do Delegado e até dos Cabos de destacamento de polícia.

 

A imponente cadeia de construção centenária, a prefeitura e a câmara de vereadores, o Barracão, as feiras semanais a estação e o trem de ferro – Os grandes comboios de burros, jumentos e cavalos que transportavam através de trilhas e caminhos a produção de safras que eram lotéricas. Anos de boas e excepcionais colheitas de milho, mandioca, castanhas, algodão e outros.

 

Mesmo assim, era grande a migração dos itapipoquenses que miravam seus eldorados na Amazônia, em São Paulo, e em menor numero nas terras longínquas do Planalto Central, notadamente em Goiás e seus Grandes e misteriosos Rios Araguaia e Tocantins, entre outros.

 

O Pastor Americano, a primeira igreja de crentes na cidade. O centro de discussões filosóficas na casa do coronel Raimundo Theophilo de Castro. As sessões informais e ecumênicas que reuniam o padre Abelardo Ferreira Lima, Antonio Barroso, Antonio Seiscentos, o ateu Paiva, e mais judeus, árabes, anarquistas e representantes de outras tantas tribos.

 

Mesmo assim, o espírito aventureiro do adolescente José Tomé de Sousa já não encontrava amarras para ficar mermando em torno do berço em que nasceu – Os primeiros caminhões misto de passageiros e carga já concorriam com os trens da Rede Viação Cearense que incendiava a mente de Tomé para ensaiar a primeira viagem de longa alcance de sua vida.

 

Em Fortaleza, deu com os costados nas oficinas da RVC no Morro do Urubu, Pirambu e Arraial Moura Brasil – Era só uma parada para um jovem de dezessete anos. Após alguns dias, embarcou num velho ônibus da Agência Araponga e depois de uma dezena de dias chegou ao Planalto Central em 22 de fevereiro de 1959.

 

Andou de seca a meca, passando nos postos do INIC, SAPS, Delegacia do Trabalho, nos acampamentos das construtoras mais conhecidas do imenso canteiro de obras que era a Nova Capital.

 

A Construtora Pacheco Fernandes e Dantas tinha um grande acampamento assim como a Tamboril, a Rabelo, a Graça Couto, a Nacional e a Planalto que era dos Americanos – O então jovem Tomé se fixou na Pacheco Fernandes onde fez de tudo. Desde servente, apontador, ajudante de cozinha até chegar a garçom do restaurante dos engenheiros e funcionários graduados da referida empresa.

 

Em Brasília já capital, abriu na Vila Planalto um sortido mercado de secos e molhados. Assistiu as águas do lago chegarem a cota mil engolindo centenas de casas de madeiras e vilas como a Vila Amauri – Em 1964 um grande incêndio destruiu seu comercio e levando de roldão grande parte da Vila onde só sobrou o Estádio Ciro Machado, o Departamento de Força e Luz e a EBE - Empresa Brasileira de Eletricidade.

 

As adversidades da vida nunca abalaram sua vontade férrea de vencer – Em 1965 se formaria no curso de eletricista patrocinado pela CETEB. Se aproximou da Casa do Ceará em Brasília e durante 25 anos colaborou com a Diretoria da Casa nas gestões dos Presidentes Crisantho Moreira da Rocha, Álvaro Lins e Principalmente com Dona Maria Calmon Porto.

 

Em 1990 Abriu um Curso Profissionalizante de Datilografia e depois de Informática.

 

Acompanhou o nascimento de seus filhos: José Tomé de Sousa Filho, Washington Araújo Tomé de Sousa, Kate Tomé de Sousa, Kelly Tomé de Sousa e Kessia Maria Araujo de Sousa e também de sua cidade Ceilândia, maior reduto de cearences fora do Estado.

 

É o responsável pela Sia-Computadores SGAN 910 Norte - Casa do Ceará onde já passaram centenas de jovens a adultos e até terceira idade que busca de atualização do que mais moderno existe em informática.(JCSF)

 

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