SITE EM ATUALIZAÇÃO... José Tomé de Sousa
Segunda, 15 Outubro 2018

José Tomé de Sousa

José Tomé de Sousa, nascido em 06 de junho de 1942, na cidade de Itapipoca, filho de Luiz Tomé de Sousa e Joana Tomé de Sousa, foi batizado na Matriz de Nossa Senhora das Mercês. Era costume à época batizar antes de registrar no cartório da cidade. O Velho patriarca da família Tomé, proclamava para todos os seus que era preciso ante de mais nada, saldar o nascimento de mais um cristão, antes de tornar o neto mais um cidadão brasileiro – Afinal de contas a mortalidade infantil grassava nos sertões do Nordeste e ele não queria que nenhum dos seus entes aumentasse o número de pagões que vagariam por todos os tempos nas profundezas do limbo.

 

Assim sendo, passados os primeiros tempos e vencidos os obstáculos tortuosos, estava o menino batizado e registrado confirmando o nome que iria levar no decorrer da vida. A cidade de Itapipoca naquela época era uma espécie de capital regional de grande parte do norte do Ceará. Era a maior produtora de algodão e o município abrangia as serras, o sertão e as praias.

 

As famílias mais numerosas eram também as de maior poder econômico e político – Os Romeros, os Teixeiras, os Barrosos, os Bragas, os Pontes, os Madeiras e os Castros se entrelaçavam e as oligarquias eram mais familiares do que partidárias e o poder alternava o mando da cidade – Pouco tempo de paz e a guerra intermitente, pelo poder de comandar o município incluindo a nomeação de médicos, dos professores, do Delegado e até dos Cabos de destacamento de polícia.

 

A imponente cadeia de construção centenária, a prefeitura e a câmara de vereadores, o Barracão, as feiras semanais a estação e o trem de ferro – Os grandes comboios de burros, jumentos e cavalos que transportavam através de trilhas e caminhos a produção de safras que eram lotéricas. Anos de boas e excepcionais colheitas de milho, mandioca, castanhas, algodão e outros.

 

Mesmo assim, era grande a migração dos itapipoquenses que miravam seus eldorados na Amazônia, em São Paulo, e em menor numero nas terras longínquas do Planalto Central, notadamente em Goiás e seus Grandes e misteriosos Rios Araguaia e Tocantins, entre outros.

 

O Pastor Americano, a primeira igreja de crentes na cidade. O centro de discussões filosóficas na casa do coronel Raimundo Theophilo de Castro. As sessões informais e ecumênicas que reuniam o padre Abelardo Ferreira Lima, Antonio Barroso, Antonio Seiscentos, o ateu Paiva, e mais judeus, árabes, anarquistas e representantes de outras tantas tribos.

 

Mesmo assim, o espírito aventureiro do adolescente José Tomé de Sousa já não encontrava amarras para ficar mermando em torno do berço em que nasceu – Os primeiros caminhões misto de passageiros e carga já concorriam com os trens da Rede Viação Cearense que incendiava a mente de Tomé para ensaiar a primeira viagem de longa alcance de sua vida.

 

Em Fortaleza, deu com os costados nas oficinas da RVC no Morro do Urubu, Pirambu e Arraial Moura Brasil – Era só uma parada para um jovem de dezessete anos. Após alguns dias, embarcou num velho ônibus da Agência Araponga e depois de uma dezena de dias chegou ao Planalto Central em 22 de fevereiro de 1959.

 

Andou de seca a meca, passando nos postos do INIC, SAPS, Delegacia do Trabalho, nos acampamentos das construtoras mais conhecidas do imenso canteiro de obras que era a Nova Capital.

 

A Construtora Pacheco Fernandes e Dantas tinha um grande acampamento assim como a Tamboril, a Rabelo, a Graça Couto, a Nacional e a Planalto que era dos Americanos – O então jovem Tomé se fixou na Pacheco Fernandes onde fez de tudo. Desde servente, apontador, ajudante de cozinha até chegar a garçom do restaurante dos engenheiros e funcionários graduados da referida empresa.

 

Em Brasília já capital, abriu na Vila Planalto um sortido mercado de secos e molhados. Assistiu as águas do lago chegarem a cota mil engolindo centenas de casas de madeiras e vilas como a Vila Amauri – Em 1964 um grande incêndio destruiu seu comercio e levando de roldão grande parte da Vila onde só sobrou o Estádio Ciro Machado, o Departamento de Força e Luz e a EBE - Empresa Brasileira de Eletricidade.

 

As adversidades da vida nunca abalaram sua vontade férrea de vencer – Em 1965 se formaria no curso de eletricista patrocinado pela CETEB. Se aproximou da Casa do Ceará em Brasília e durante 25 anos colaborou com a Diretoria da Casa nas gestões dos Presidentes Crisantho Moreira da Rocha, Álvaro Lins e Principalmente com Dona Maria Calmon Porto.

 

Em 1990 Abriu um Curso Profissionalizante de Datilografia e depois de Informática.

 

Acompanhou o nascimento de seus filhos: José Tomé de Sousa Filho, Washington Araújo Tomé de Sousa, Kate Tomé de Sousa, Kelly Tomé de Sousa e Kessia Maria Araujo de Sousa e também de sua cidade Ceilândia, maior reduto de cearences fora do Estado.

 

É o responsável pela Sia-Computadores SGAN 910 Norte - Casa do Ceará onde já passaram centenas de jovens a adultos e até terceira idade que busca de atualização do que mais moderno existe em informática.(JCSF)

 

Atividades

Visitantes

Total: 15018