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Sábado, 18 Agosto 2018

José Pereira Boto

José Pereira Boto (Zequinha), nascido em Reriutaba , que em tupi significa “beber água na fonte”,a 15 km de Guaraciaba do Norte, 70 de Sobral e 309,2 de Fortaleza, em 6 de janeiro de 1953, é filho de José de Souza Boto e Francisca Pereira Boto, os dois de Reriutaba. A família Boto é da região de Tianguá. O grande problema de Reriutaba era a falta d agua, não tinha fonte nem tinha água, o que se resolveu com a construção do Açude Araras,na bacia do rio Acaraú, a 20km da cidade.

 

Nasceu com a arte de fazer negócio na veia. Seu pai, também José, foi comerciante. Ia para Fortaleza ou Sobral comprava rádio, máquina de costura, aceitava até encomenda de geladeira movida a bateria,voltava para Reriutaba e seus distritos para trocar por gado. Assim, espalhou seu comércio de mascate sofisticado pelas feiras da cidade e dosdistritos de Campo Lindo, Araras, hoje Varjota , e Oitizeiro.

 

Seu José e d. Francisca tiveram dez filhos: Antonieta, Olavo, Eudes, Vilani, Raimunda Alcides, Titice, Valdemiro, José e Antonio Ordonez. “Apenas um vivo, o Ordonez”, diz José, para demonstrar o carinho que tem pelo irmão vencedor. Faleceram Antonieta, Olavo, Eudes .

 

Por sinal o Ordonez é o único que não é Boto.José também não encontrou explicação do que e o porque de Ordonez, “Foi uma confusão do meu pai, sem segundas intenções. Mas como batizou Antonio de Ordonez, assim ficou. Os outros nove ficaram Boto”.

 

José fez o o primário no grupo escolar Alfredo Silvano, em Reriutaba,. Depois foi estudar em Fortaleza, no Colegio São José, morando em casa da irmã, Titice, no Parque Araxá, em Otávio Bonfim. Terminou o ginásio. Para se manter, trabalhava de dia numa empresa de curtume na Barra do Ceará e estudava de noite. Era muito sacrifício, mas na tinha escolha.

 

Fez vestibular para Jornalismo na Unifor, em 1975,mas não chegou a freqüentar o curso.

 

Por que Jornalismo? José recorda o tempo em que foi correspondente do jornal O Povo em Reriutaba. Registrava o que acontecia na cidade, sem fazer tricas e futricas. Certo dia, uma matéria sua ganhou manchete de 1ª.página em O POVO. Virou celebridade no sertão. A materia foi um registro da queda da ponte sobre um rio na única estrada de 15 km que ligava Reriutaba a Guaraciaba, interrompendo-se a ligação rodoviária. A situação perdurou por 25 anos sem que ninguém tomasse uma providência. As populações já tinham desistido de protestos. A matéria de O POVO chamou a atenção das autoridades . Coube ao ex- governador Ciro Gomes determinar a reconstrução da ponte e restabelecimento da ligação rodoviária. Mas a estrada era de barro batido.Na reconstrução, foi asfaltada. O pessoal de Reriutaba que estava distante 15 km de Guaraciaba, tinha que percorrer 35 km para lá chegar, pegando um desvio através de Ipu.

 

E m 1976 , José casou com Maria de Lurdes Alcantara,de Reriutaba.

 

Em 1978, foi lutar pela vida em Manaus, trabalhar numa empresa de assistência médica, SMG, vendendo plano de saúde. No mesmo ano, nasceu o filho , Paulo Emilio , em Fortaleza. O menino hoje trabalha no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios,em Brasília.Em 1979, em Manaus , nasceu a filha Tereza Raquel, administradora de empresa e que trabalha no Banco Central, em Brasília, casada com Rodrigo e mãe de Thaís e Pedro. Logo adotou ELizabeth . O casal outros tres netos de Elizabeth:,Diego,com 21 anos estudando na UnB, Mariana , com 18 estudando para vestibular, Carlos Henrique no primeiro grau..

 

Depois de dois anos em Manaus, voltou a Fortaleza. “Botei um mercantil em Quintino Cunha, próximo a Barra do Ceará, na Zona Oeste da cidade,e chamei para trabalhar o comigo o meu irmão, Antonio Ordonez, e um sobrinho, José Boto, filho da Antonieta, que hoje é medico em Sobral.” O mercantil deu certo e “abrimos uma filial no Presidente Kennedy, também próximo da Barra do Ceará,mais para Antonio Bezerra, onde permanecemos por dois anos e meio . Ao final, resolvi vender o de Quintino Cunha e fechar o do Presidente Kennedy”.

 

Antonio Ordonez foi trabalhar como taxista e José tomou o rumo de Brasiliia, onde chegou e 15 de março de 1882.

 

Ordonez rodava de dia e à noite abriu na porta de casa que era do pai da muher dele, no Parque Araxá, um ponto para venda de baião de dois , carneiro assado e cerveja. Começou a ganhar na loteria e não parou mais.Verdade seja dita: Ordonez virou sinônimo de carneiro para os cearenses, que a exemplo de italianos , uruguaios e australianos, consomem muito carneiro. A coisa cresceu tanto que Ordonez tem hoje na Azevedo Bolão,perto da Bezerra de Menezes, três restaurantes, com especialidades diferentes, sendo a de carneiro a mais freqüentada,

 

José disse que veio de Fortaleza para trabalhar com o senador o senador Virgilio Távora,por indicação do ex prefeito de Reriutaba, Ivan Rego.

 

Chegou a procurar o senador, mas foi interceptado por seus primos, Antonio e Luis Boto,que moravam em Sobradinho, filhos da Irma do pai, Maria Boto,e que desde 1962 estavam em Brasília e que achava que o setor privado oferecia melhores oportunidades. Não tinham simpatia pelo emprego público. Na época,no Senado, ganhava-se pouco. Não tinha passado o trem da alegria do famoso senador Moacir Dalla, no qual embarcaram muitas celebridades da Corte.Não é a situação de hoje em que a mulher do cafezinho recebe 10 salários mínimos. E quase todos os servidores estão batendo no teto de tanto ganhar dinheiro..

 

Os primos retiraram José de um hotel no Setor Hoteleiro Norte, levaram para Sobradinho, onde depois de três dias comprou um mercantil na Quadra 8 . Sentiu o pulso do negócio, comprando e vendendo e fazendo entrega até na Fercal. A coisa foi prosperando e José comprou uma lanchonete , na quadra 8 e uma pizzaria na quadra 6.Mas trabalhava demais.

 

Começou então a construir sua casa na quadra 8,.”Quando terminei a casa, me desfiz da lanchonete e da pizzzaria e , ano depois me desfi z do mercantil”

 

Em 1998. comprou o restaurante Carneiro e Picanha,na 216 Norte.

 

Confessa que foi influenciado pelo sucesso do meu irmão, Antonio Ordonez, em Fortaleza,que consolidou posição de oferecer o melhor carneiro da cidade. “Em Brasília,nessa época ,não tinha ninguém que trabalhasse com carneiro.Quem quisesse comer carneiro teria que ir ao Núcleo Bandeirante ou à Feira do Guará. Fui fundo na questão e trazia carneiro do Uruguai e da Australia não só pra mim, como para meu irmão. Passei a oferecer o melhor carneiro de Brasilia,modéstia a parte”

 

Fez muito sucesso. O Picanha e Carneiro começou a ser freqüentado por nordestinose cearenses que foram comentando.Oj ornalista Lustosa da Costa,na sua coluna no Diario do Nordeste, rasgava elogios e costumava listar os frequentadores. Os jornais locais, Correio Braziliense e Jornal de Brasília, fizeram varias matérias, falando bem do restaurante” Ary Cunha me deu muita força, agradece José.O Wilson Ibiapina, também”.

 

Em determinada época , Marcos Palmeira , que namorava Ana Paula Arósio, veio fazer um filme em Brasilia, com Dira Paes, Tonico Pereira, Marcelo Serrado, dirigido por Dayse de Paula “. Eles baixaram no Carneiro e Picanha, os jornais de Brasília e do Rio de janeiro comentaram e isso me deu muitas alegrias de ver a casa cheia”. Atéa Veja registrou’

 

“Muitos políticos também fizeram ponto no meu restaurante como a senadora, depois ministra Marina Silva, filha de cearense, o ministro Patrus Ananias, mineiro, Severino Cavalcanti,pernambucano, Chico Alencar, carioca, os deputados distritais, Chico Leite, Paulo Tadeu, ex-governador José Roberto Arrruda, Delubio Soares, Silvinho Pereira,Marcos Valério, . José Guimarães, Anibal Gomes, padre Zé Linhares”. José conta com dói cearenses na sua equipe: Francisco das Chagas (Sobral), cozinheiro e William Chaves (Pedra Branca), garçon.

 

José ainda não perdeu a esperança e sonha em abrir um grande restaurante de carneiro, com seu irmão, Ordonez, em Brasília, com o padrão de qualidade construído em Fortaleza. Estou vendo terreno e examinando como fazer. Há espaço para serviços em Brasilia e um restaurante com o nosso padrão de qualidade será mais atração para a sofisticada gastronomia de Brasilia. Não queremos desfazer o que os outros estão fazendo. QUeremos nos inserir no que nos especializamos. Afinal, Ordonez se transformou sinônimo de carneiro no Ceará”.

 

Jbsg

 

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