Terça, 22 Maio 2018

José Aroldo Hollanda

José Aroldo Hollanda (Fortaleza) jornalista

 

Certa vez, Aroldo Hollanda me contou que entrou para o Jornal ainda

Menino, aos 16 anos. . Quando saia do Liceu ia , fardado, para a redação do Diário do Ceará, de Jader de Carvalho, jornalista e escrtior,autor de vefsos primorosos,onde num deles diz a certa altura que o”Jaguaribe é um rio por onde escoa o sangue do Ceará”, Naquele tempo, no fechamento do jornal, a redação ia direto para as oficinas a fim de concluir o seu trabalho.

 

 

Comecei minha vida profissional no jornal O Povo, de Fortaleza, na época

 

dirigido pelo senador Paulo Sarasate, a quem devo muito em duas fases da

 

minha atividade profissional. Sarasate dirigia o jornal de forma

 

apaixonada. Quando saía no Povo alguma matéria errada ou fugindo aos

 

padrões por ele estabelecidos, ele,quase chorando ,diante de todos,

 

rasgava o texto. Fui de tudo no jornal. desde repórter a redator e

 

critico de cinema .

 

 

 

Minha grande paixão na época era o cinema. Era sempre convidado pelo

 

grupo Severiano Ribeiro a ver filmes, em sessão privada ,que seriam

 

exibidos para o público dias depois .

 

Nessa ocasião vi oito vezes seguidas o Hamlet estrelado pelo grande ator

 

inglês das época, Sir Laurence Olivier. Com vinte anos de idade decidi

 

deixar o Ceará e tentar minha vida profissional numa grande metrópole.

 

Pensei até em ir para o Canadá, que na peoca oferecida todas as

 

facilidades ao ingresso de imigrantes em seu território. Mas acabei indo

 

para o Rio de Janeiro.

 

 

 

No Rio, mais uma vez me socorri da amizade que me lingava a Paulo

 

Sarasate. Toquei o telefone para ele e pedi que me socorresse. Respondeu-meprontamente que iria me atender. Informando-me que tinha uma ligação

 

muito forte com Samuel Wainer, que na época lançara o jornal Ùltima

 

Hora, rompendo e inovando, não só graficamente, como do ponto de vista

 

jornalístico. Um grupo de profissionais, oriundos da Argentiina, do qualfazia parte o chargista Lan, veio trabalhar na Últimas Hora, introduzindo as inovações gráficas. As inovações não ficaram restritas a essasáreas aí descritas. Samuel também valorizou o trabalho profissional dojornalista. Um reporter do Globo na época recebia em torno de 600 reais.Devo nesta oportunidade lembrar que Samuek Wainer,,ao criar o jornalÚltima Hora ,tinha como principal objetivo dar suporte ao governo deGstúlio Vargas.

 

Fui trabalhar na Última Hora ganhando 5 mil reais. Sarasate foi ainda um

 

grande informante meu, no período do governo militar do Presidente

 

Humberto de Alencar Castelo Branco. Na época eu trabalhava na Tv Globo

 

como comentarista político do jornal das dez da Noite. Dei grandes

 

“furos “ graças a minha ligação pessoal com Sarasate.

 

 

 

Voltando ao Rio de Janeiro, depois da Última Hora, trabalhei num jornal deSão Paulo, bastante inovador Eu era seu representante jornalístico. Foi

 

nessa época que conheci o Fernando Barbosa Lima, que dirigia uma agência

 

de publicidade, chamada Esquire. A Esquire teve vários programas de

 

sucesso na televisão, do qual participei como jornalista, inclusive o mais famoso deles, chamado Preto no Banco. A Esquire foi também escolhida porCarlos Lacerda para fazer sua campanha como candidato a governador das

 

Guanabara. Um dia apareceu na Esquire um jovem chamado Rafael de Almeida

 

Magalhães, que Lacerda havia escolhido como seu representante. E Rafaelfoi a figura mais influente do governo Lacerda, bastante inovador.

 

 

 

Depois do Fernando Barbosa Lima, decidi trabalhar na televisão com

 

minhas próprias pernas. Nesse período era repórter do Jornal do Brasil

 

Foi no JB que conheci o Armando Nogueira. Ele fazia a pauta do jornal do

 

dia seguinte, ou como ele próprio dizia, “sou filho da pauta”. Foi aí

 

que eu meti na cabeça do Armando a idéia de fazermos na televisão um

 

programa jornalístico, inspirado no espírito e nos moldes do Informe JB,

 

na época a coluna mais lida do jornal, da qual mais tarde fui redator

 

durante um longo período. O Armando era um pessimista. Tinha medo de que aideia não prosperasse. Mas eu tanto insisti, inclusive junto ao Walter

 

Clarck diretor da TV-Rio, que acabamos por criar o programa Causa e

 

Efeito, ás 10 da noite, que foi um sucesso.

 

 

 

Na televisão, junto com o Armando,fizemos também campanhas políiticas,

 

como a de Eloi Dutra para prefeito do Rio de Janeiro, A do plebiscito no

 

governo João Goulart e a de primeiro-ministro Santiago Dantas. É

 

possível que Santiago Dantas se tivesse chegado à chefia do governo

 

teria salvo o governo Goulart de sua derrocada, pois tratava-se de um

 

homem preparadíssimo.

 

Trabalhei também na Manchete, durante seu período áureo. Fiz uma

 

entrevista, que mereceu o maior destaque, com General Henrique Teixeira

 

Lott ,ministro da Guerra. Nessa entrevista, .Lott defendia a legalidade

 

democrática.

 

Aroldo veio para Brasilia para chefiar a sucursal do Jornal do Brasil que tinha colunistas como Carlos Castello Branco e uma equipe de repórteres.

 

Em Brasília, chefiou por um período a redação do Jornal de Brasilia, tendo também trabahado como comentarista político no Correio Braziliense.

 

Casado com Aurora,tem o quatro filhos e oito netos: Ricardo Holanda com os filos Fernando e Maria Eduarda;Maria com os filhos Tito e João Paulo;Pedro casado com Adriana com os filhos Leandro e Luis Antonio.João Luis casado com Thaís com os filhos Carolina e Ana Paula. (JBSG com JAH)

 

 

 

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