Terça, 22 Maio 2018

João Miranda Lima

João Miranda Lima (Ipueiras) empresário de restaurantes,criador da Rua dos Restaurantes em Brasilia, a 405 Sul

João Miranda Lima nasceu em Ipueiras, em 13 de agosto de 1955, no sitio Vazante, que fica entre os sítios Cipó, dos avós maternos, João Nunes da Silva e Izabel Francisca de Lima, e Barrinha, dos avós paternos, Zacarias Ribeiro Miranda e Aldegunda Melo Miranda, todos do município de Ipueiras. Em “Paraiso dos Mourão”, Gerardo Melo Mourão, o grande poeta e escritor de Ipueiras cita o nome do seu pai, Raimundo, como um homem de bem.

 

Raimundo Melo Miranda e Cezarina da Silva Miranda foram seus pais. Irmãos: Francisca Lima Miranda, trabalha na Câmara dos Deputados em Brasília, solteira; Paulo Lima Miranda, área de educação do GDF, casado, com quatros filhos; João Miranda Lima, casado com Ligia Maria Miranda Lima,jornalista, servidora aposentada do Banco Central; Antonio Carlos Lima Miranda, separado, com três filhos, advogado e empresário, José Airton Lima Miranda, funcionário do Serpro; José Afonso Lima Miranda, um dos meus gerentes, Maria Goreti Mianda Araujo, casada, com três filhos e Maria do Socorro Lima Estrela, enfermeira, casada duas filhas, servidora do Hospital do Gama.

 

Miranda, seu nome de guerra, casou em 1981 com Ligia, nascida em Ipueiras, com dois filhos, Lilian Maria Miranda Lima,advogado, e João Miranda Lima Junior,também advogado.

 

Fêz o curso primário no grupo escolar padre Angelim e no Educandário, em Ipueiras, e começou a fazer o ginásio no Rio de Janeiro, no Jardim Botânico, mas parou no meio do caminho pois tinha que lutar pela vida. “ Não tive opção era lutar ou lutar”. .

 

“Parei de estudar para encarar a gastronomia, desde que cheguei ao Rio de Janeiro e 1971.Logo constatei que havia muitos cearenses trabalhando em bares, lanchonetes e restaurantes. ´´E nisso que vou me meter”.

 

Morou em casa de parentes na rua Barão de Itagipe, 75,no Rio Comprido. Para fazer o serviço militar obrigatório,a presentou-se no Quartel do Forte de Copacabana, mas foi dispensado. Foi encontrando cearenses e mudou-se então para uma república de um conterrâneos de Ipueiras, no morro Euclides da Rocha, em Copacabana,

 

“Comecei a trabalhar numa lanchonete chamada “Googies”, cujo dono era u americano, Mr.Fred e que ficava na Rua Hilário de Gouvea,74, entre Toneleros e Av Copacabana, como lavador de pratos. No Ceará, dificilmente alguém aceitar ser lavador de pratos.Não tive opção,queria trabalhar e ter meu dinheiro. Ali depois dos pratos, fui promovido a balcanista, caixa e subgerente, Fui tudo. Mr.Fred confiava em mim. Daí fui convidado pelo dr. Gustavo Torres Bargaço, para trabalhar na lanchonete dele, a Chaplin, na rua Visconde de Pirajá, 75, Ipanema.Mudei do morro e fui morar na Rua Farme de Amoedo,pensão de uma portuguesa, d. Augusta. Fiquei três anos com o cargo de caixa e subgerente. Estava indo bem, acreditava”

 

Em 1974, um dos donos da Chaplin, Djalma Nogueira, abriu uma filial em Brasília, junto com o dr.Vasco, no Cine Karim, na 110 Sul. Perguntaram-lhe se queria ir para Brasília, ser gerente da filial.Topou na hora, pegou a malota e chegou,empregado,a Brasília.

 

Em 1976, foi convidado por um grupo de servidores do Banco Central, Aluisio, Gonzaga e Fernando, entre eles, par abrir a lanchonete Janjão, no Cine Centro São Francisco. Aceitou por iria como gerente e com participação de 5% nos lucros. “De operário, comecei a ser capitalista e passei a sonhar com novas realizações”.

 

O Janjão prosperou e o grupo a Abriu uma filial, a lanchonete Psiu, na 204 Sul.

 

Em 1978, o grupo decidiu vender duas casas. “ Eu aos 23 anos, ainda com Ipueiras e minha família na cabeça, recebi a minha parte no negócio e com o dinheiro do Janjão e do Psiu abri meu primeiro bar na 311 Sul chamado Treco. Um desafio e tanto.Mas para quem trabalha os desafios vão e voltam”.

 

Naquele ano de 1978, comprou uma casa no Núcleo Bandeirante e trouxe toda a família, pais e irmãos, para Brasilia. Seu , pai, Raimundo, morreu em 02.02.2002, aos 81 anos. João estava trabalhando na Bodega do Joaquim, quando recebeu a infausta noticia. Sua mãe, Cezarina, continua vivinha da silva curtindo os filhos e os netos. “Muita sorte minha, todos os meus irmãos foram muito bem sucedidos”.

 

Em 1981, casou com Ligia que conhecera em 1976 e “ abri junto com ela uma casa de nome, chamada Pizzarella, na Rua 405 Sul, Rua dos Restaurantes, assim batizada pporele e que passou a ser chamada e conhecida pois chegou a ter 23 restaurantes. Só Eu criei uns oito. Restaurantes famosos como o Le Français que atraia a elite da cidade, o Fred’s, de um diplomata austríaco. A rua se beneficiava por inteiro da clientela que lá passava, pois havia uma gastronomia de excelência”.

 

Miranda lá emplacou o Costelas e Costelas, Baby Chicken, Texas, Qi Churrasco, Cantina Bocadouro, Costela Steak Houke e Bodega do Joaquim. “Aproveitei o vento que soprava a favor e fui diversificando minha gastronomia.Fiquei 21 anos na Rua dos Restaurantes, mas neste intervalo,tive outras casas,Noturno, na 215 Sul, Fogareiro, na 704 Norte, Galetos e Picanha, na 704 Norte e Aerobar, no caminho do Aeroporto, que foi um dos bares demais famosos do Brasil, com clientela de alto nível do Brasil inteiro, que por lá passava, pois eram muito atendidos. Essa coisa de bar, restaurante, lanchonete tem momentos. Parece surf. Temos que ir na onda boa, para não quebrar”.

 

Mais tarde, em xxx, implantou o Box 16, ao lado da Feira dos Importados, em um shoping popular. O Box 16 teve três momento: a primeira de comida nordestina, homenagem a seu pai, que foi também feirante; a segunda de casa de show sertanejo, que chegou a reunir duas mil pessoas numa noite e a terceira, de galeteria, quando descobri o filão do galeto que uma gastronomia gaúcha muito acolhida pelo baixo teor de gordura. Acabou vendendo o Box 16 que logo depois entrou em reforma.

 

Miranda fundou então. Em xxx, a Galeteria Beira Lago, ao lado do Pier 21, na L4 Sul, que vem se transformando na galeteria mais bem frequentada, registrando cerca de 13 a15 mil pessoas por mês., nas 110 meses que comportam 440 pessoas atendidas por 70 garçons. E, um dos setores da Galeteria há um Painel do Nem Soares, que é muito apreciado pelos visitants. Por lá passam diariamente, de dia ou de noite, ministros, governadores, senadores, deputados, magistrados,, políticos, advogados, jornalistas, empresários. A presidenta Dilma já esteve lá. Entre outros, por lá passaram os ministros Aloisio Mercadante e Edison Lobão, Heraclito Fortes, governador Agnelo , vice Tadeu Filipelli, ACM Neto, deputado dr. Paulo César, Fernando Cesar Mesquita, ministro ValmirCampelo, Estenio Campelo, João Oliveira, Ciro Gomes, senador Gim Argelo, deputados Izalci Lucas, Mauro Benevides, Tiririca, o procurador Roberto Gurgel.

 

Miranda confessa que um dos segredos do sucesso de restaurantes tem sido a sua presença, de manhã e noite, cumprimentando pessoalmente a clientela, indo de mesa em mesa.” Amo o que faço, amo a gastronomia, e nela me realizo Faço questão, cumprimento a todos, pergunto, peço avaliação. “O meu maior patrimônio é o material humano. Como fui garçon e balconista, trato todo mundo por igual. “Os meus empregados não são apenas empregados, são meus colegas de trabalho, meus aliados na boa prestação de serviço;. Alguns me acompanham há anos como o meu irmão e sócio, José Afonso de Lima Miranda, e o Waldemar que é chefe de cozinha. Trato com urbanidade e humanidade, daí porque não tenho problemas com justiça.

 

“ Estou pensando em mais uma galeteria . Tenho sido pressionado para abrir uma nova casa, fora de Brasilia, Depois de uma parada no negócio de expansão estou pensando em projeto para mais uma casa. Mais uma galeteria.Cobram-me casa em Belo Horizonte, Rio de Janeiro. e, São Paulo. O projeto está nas mãos de Deus e estou estudando. Se tiver que expandir a primeira opção em de Brasilia, voltarei ao SIA”.

 

Miranda , sempre que possível, vai a Ipueiras e Fortaleza, rever a terrinha. “Tenho tios e primos em Ipueiras. Sou produto de minha família, principalmente meus irmãos, que os trouxe para Brasilia e hoje caminham com suas pernas e todos se deram bem, minha esposa que tem me dado força e suporte em todos os momentos e meus filhos que me assessoram quando preciso”.

 

“já tive casa de comida nordestina em geral, gaúcha, capixaba, portuguesa, vendi picanha, churrasco, costelaria. Vendi muito chope, caipirinha, todos os tipos de bebidas quentes. , chope. Tornei-me um “gourmet” e mergulhei de cabeça na gastronomia. Tenho espaço para grandes eventos na Galeteria. Que abri por notar que a carne branca é muito procurada, o galeto é saudável, não tem hormônio. Tive casas maiores do que a Galeteria, como o Aerobar e o Box 16. Para quem saiu de Ipueiras, sem muito estudo e sem dinheiro, acho que fui longe, com o trabalho, com minha visão do mundo, com respeito ao próximo e gratidão aos amigos que me estenderam a mão. Isto me fez feliz”. (JBSG)

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