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Sexta, 19 Outubro 2018

Antônio Nilson Craveiro Holanda

Antonio Nilson Craveiro Holanda (Limoeiro do Norte)- Professor da UnB e ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil

 

Professor da UnB e ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil

O então pré-adolescente Antonio Nilson, nascido em 22/06/1935 na ilha fluvial de limoeiro do norte,já sabia de "cor e salteado” a localização fisiográfica do sertão do baixo Jaguaribe em pleno polígono das secas – As terras do município abrangiam desde as famosas várzeas aluvionais formadas pelos Jaguaribe e Banabuiu até a chapada do APODI, já nos limites com o Estado do RIO GRANDE do NORTE.

 

Os Imigrantes pioneiros, provenientes do RIO GRANDE do NORTE,Paraíba e de Pernambuco,lutaram contra os índios Paiacus.Foram persistentes em criar os núcleos de povoamento,tombando as terras do baixo Jaguaribe a partir do poço das - aningas - até a ultima meia légua que abrangia a propriedade do sargento mor Pedro da Silva Cardoso,local onde está situado a sede município.

 

Família dos Rodrigues da Silva Cardoso, Vasconcelos, Carneiro, Rocha, Freitas, Holanda, Craveiro, Chaves e outros nomes valorosos irmanados pelas perdas de seu entes queridos,afora perdas materiais.

 

Cedo dos anos as enchentes e as apavorantes estiagens foram se tornando familiares para as populações que se desenvolviam ao longo das margens do rio,Jaguaribe( Rio das onças em Tupi –guarari, considerando “o maior rio seco do Mundo”

 

Um fato marcante foi registrado a 15 de junho de 1926,o celebre cangaceiro Lampião Virgulino Ferreira da Silva vindo de Mossoró (RN) onde fora recebido a bala, ocupou a cidade com sua numerosa tropa.Limoeiro tinha uma tradição de paz e tranqüilidade e não ofereceu resistência aos invasores. Por isso e também ciente de que pisava em terras alencarinas, o Capitão Virgulino ordenou aos seus pares que não molestassem nenhum habitante do município. Ato Continuo, censurou Sabino, seu lugar- tenente,que tinha precedido a invasão, nas cercanias do município. Mesmo assim, Lampião aceitou os dois contos de reis arrecadados pelo padre Vital Gurgel Guedes entre os comerciantes e autoridades municipais.

 

Isso já era uma lembrança longínqua quando,no dia 22 de junho de 1935,ai nasceu o nosso biografado, António Nilson Craveiro Holanda,num lar modesto mas respeitado, porque, já então, Limoeiro ostentava uma estrutura social singular, onde as diferenças de renda eram menos importantes que as tradições familiares e a dignidade de cada cidadão. Era forte a religiosidade da população,praticamente não ocorriam crimes na cidade e as suas lideranças poíliticas, a despeito de intensas disputas,sempre se uniam num mesmo bloco quando a questão era de interesse da comunidade.

 

Para isso contribuiu sem dúvida a prioridade que sempre foi dada à educação da população. No mesmo ano do nascimento de Nilson Holanda foi fundada a Escola Normal Rural de Limoeiro³. Sob o comando da competente Professora, Maria Gonçalves,recrutada no Crato,essa Escola viria a atrair estudantes de todo o Estado e se tornaria uma referencia importante no movimento Ruralista do Brasil.

 

Limoeiro do Norte crescia e se desenvolvia a passos largos, a terra dos cata ventos de madeira, das laranjas e das incontáveis carnaubeiras. Em 29/09/1938, foi criado a Diocese cuja instalação foi muito festejada. – A nova Diocese juntamente com a de Sobral e Crato foram fundamentais para educação e cultura da juventude do nordeste brasileiro, atraindo grande contingente de jovens para cursarem seus educandários e ginásios, patronatos, liceus de ofícios e as fundamentais escolas normais.

 

Seu primeiro bispo Dom Aureliano Matos, incentivou a criação de bibliotecas como a do então padre José Falcão Freire, so Seminario Diocesano Cura Dars, Biblioteca Mario Augusto Teixeira de Freitas, Biblioteca Menezes Pimentel, Biblioteca do Ginásio Diocesano Padre Anchieta e a Biblioteca publica da Associação Cultural – Afinal, Limoeiro do Norte, em conformidade com o recenseamento geral de 1950, contava com uma população de 30.363 habitantes, onde 30% ou seja 9.017, sabiam ler e escrever.

 

Nilson Holanda,como a maioria dos limoeirenses,sempre ressaltou a grande contribuição de D.Aureliano Matos. – Se não existesse o Ginásio de Limoeiro, dificilmente ele teria completado a sua educação. Foi no Ginásio que ele se destacou como estudante.E quando esteve ameaçado,de interromper os estudos porque seu pai não tinha condições de pagar as mensalidades requeridas, recebeu uma ajuda de seu avô,para pagar os atrasados, e uma bolsa de estudos concedida, meio a meio, pelo próprio Ginásio e pela Prefeitura para assegurar a conclusão do curso. Os líderes de Limoeiro acreditavam nos seus estudantes.

 

O jovem Antonio Nilson em fins de 1950 já tinha cumprido todo o calendário escolar, primário e ginásio conforme atestava o padre Misael Alves fundador e Diretor do ginásio Diocesano e organizador do patrimônio da Diocese – Antonio Holanda Oliveira e Maria Lucia Craveiro de Oliveira (seus pais) já não mais podiam segurar Nilson na sua cidade natal. – Ao cruzar a ponte Engenheiro Arrojado Lisboa dava mostra de sua vontade férrea de vencer na vida.

 

Cursou o cientifico no Lineu do Ceará. Em Fortaleza participou das atividades do Centro Estudantil Cearense. Desenvolveu o gosto pelo cinema pseudo freqüentador assíduo do cine Diogo, moderno e da Cadeia de Amadeu Barros Leal, as salas do Araçanga – Jangada e Samburá – Tornou-se leitor diário do Jornal Católico – O Nordeste onde teve ocasião de conhecer os articulistas da família Andrade Furtado – Luis Sucupira e outros de grande envergadura intelectual.

 

Em 1954 fez o primeiro concurso do Banco do Nordeste do Brasil. De assessor-auxiliar a chefe do Departamento Industrial de Investimentos onde participou como técnico de desenvolvimento econômico.

 

Em 1971 veio para Brasília assumir a superintendência do IPEIA e cumulativamente a secretária de planejamento junto à secretária Geral do Ministério do Planejamento – Tornou-se membro do Conselho Consultivo do BNDE, da FINEP e representante do ministério junto as Superintendências regionais da SUDENE, SUDAN, SUDECO e SUDESAL.

 

Em 1974 voltou para Fortaleza para assumir a presidência do Banco do Nordeste do Brasil durante todo o governo do presidente Ernesto Geisel – Dinamizou a Administração modernizando e prestigiando a equipe técnica e incentivando a assistência a empresas industriais do nordeste na elaboração de sistemas estratégicos.

 

Em 1979 retornou a Brasília como Diretor Nacional do Projeto de Desenvolvimento Integrado das Bacias do Araguaia e do Tocantins (prodiat) patrocinado pelo governo brasileiro e organização dos Estados Americanos (OEA). Trabalhoenvolvendo 1.000.000 Km, criando 27 áreas de planejamento, sendo sete de prioridade imediata. – Findos trabalhos foi convidado para estudar estudar a modernização da administração brasileira ocasião em que apresentou ao governo federal o projeto da criação da ENAP ( Escola de Administração Publica) nos moldes da ENA francesa.

 

Antonio Nilson Craveiro Holanda, sempre procurou estar estudando, se atualizando, pesquisando e viajando. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Ceará – Fez mestrado em economia (Master of Arts) pela Universidade de Stanford – EUA e mestrado em Administração Pública pela Universidade de Harward EEUU.

 

Casado com sua prima Silvia Furtado, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Fortaleza onde voltaria para celebrar suas bodas de prata.

 

Seus 3(três) filhos,Adriano Furtado Holanda é Psicólogo,professor e chefe de Departamento de Psicologia da UFP. – Valeria Holanda Caetano advogada, economista do Tribunal Superior do Trabalho – Silvio Furtado Holanda Economista – Mestre em Economia pela USP – Gestor da ENAP e MPA pelo Kennedy School Harvard. (JCSF)

 

 

 

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