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Terça, 14 Agosto 2018

José Costa Cavalcanti

José Costa Cavalcanti (Fortaleza) - General, deputado federal, ministro do Interior, primeiro cearense Ministro das Minas e Energia e primeiro presidente da Itaipu Binacional In memoriam

José Costa Cavalcanti nasceu em Fortaleza, em 6 de janeiro de 1918, filho de Francisco Cavalcanti e de Maria Stela.

 

Foi o primeiro cearense a ser ministro de Minas e Energia, tendo também sido ministro do Interior, e o primeiro presidente da Itaipu Binacional, onde ficou por 11 anos, de 1974 a 1985.

 

Estudou no colégio Cearense do Sagrado Coração de Jesus dos irmãos maristas, na Avenida Duque de Caxias, quando o reitor era o irmão Herman.

 

José era o mais velho da família e teve como irmãos o coronel Francisco Boaventura Cavalcanti, Manoel Costa Cavalcanti, Leda Sucupira Cavalcanti e Lígia Cavalcante Passos.

 

Costa Cavalcanti ingressou na carreira militar aos 17 anos, em 1935, na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Foi oficial tríplice coroado, título dado ao primeiro colocado na Escola Militar, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).

 

Morou nos Estados Unidos de 1950 a 1951, quando fez o curso avançado no Infantary School, em Fort Benning, Geórgia. Em 1959, foi promovido a tenente-coronel e nomeado secretário de Segurança Pública de Pernambuco pelo ministro da Guerra, general Henrique Lott, no governo de Cid Sampaio.

 

Filiou-se à UDN e foi eleito deputado federal em 1962. Ativo opositor do governo João Goulart, foi entusiasta de sua deposição, embora discordasse da opção branda do presidente Castelo Branco no que concernia a implementar as diretrizes da Revolução de 1964. Articulador da candidatura de Costa e Silva à sucessão presidencial, teve êxito também ao apostar em quem seriam seus sucessores.

 

Reeleito deputado federal pela ARENA em 1966, licenciou-se do mandato ao ser nomeado ministro de Minas e Energia pelo presidente Costa e Silva, em 15 de março de 1967, permanecendo à frente do cargo até 27 de janeiro de 1969, quando foi reposicionado no Ministério do Interior. Como ministro de Estado, foi um dos participantes, em 13 de dezembro de 1968, da 43ª sessão do Conselho de Segurança Nacional que aprovou unanimemente a vigência do Ato Institucional nº 5, marco do endurecimento da ditadura militar brasileira. Com o afastamento do presidente da República por questões de saúde e a ascensão de uma junta militar em 31 de agosto de 1969, foi mantido no ministério e lá permaneceu ainda durante todo o governo Emílio Garrastazu Médici. Teve a missão de coordenar a construção da Transamazônica, estrada de 2,3 mil quilômetros, cuja construção começou em 1969. Em abril de 1974, foi nomeado diretor-geral de Itaipu pelo presidente Ernesto Geisel e exerceu a função até o fim do governo João Figueiredo, em 1985, cargo que a partir de 1980 acumulou com a presidência das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás).

 

Durante sua gestão houve o desaparecimento das Sete Quedas, devido à formação do lago da usina, e, depois, a inauguração de Itaipu, em 5 de novembro de 1982. Cotado para a sucessão presidencial ao lado de outros postulantes militares e civis (em especial ao longo de 1983), não levou suas pretensões adiante. Passou à reserva como general de Exército.

 

Militar de longa carreira, Costa Cavalcanti participou ativamente das conspirações contra João Goulart, em 1964. No governo seguinte, fez oposição a Castelo Branco e sua política considerada branda pelos mais radicais.

 

Junto com Mário Andreazza, ministro dos Transportes, e o general Jayme Portella, chefe do gabinete militar, formou o trio principal que articulou a candidatura de Costa e Silva. Com a vitória, foi designado ministro de Minas e Energia.

 

Cavalcanti dizia preferir atuar nos bastidores. “Não sou homem dado ao vedetismo”, declarou quando completou quatro meses no governo Costa e Silva. Desde então, trabalhou na campanha de todos os presidentes militares eleitos. Não perdeu uma aposta.

 

Com a instituição do bipartidarismo, determinada pelo Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro de 1965, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

 

Com a extinção do bipartidarismo, em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).

 

Era casado com Haidea de Miranda Correia Cavalcanti, com quem teve três filhos: José Costa Cavalcanti Junior (falecido), Magda Costa Cavalcanti, e Maria Tereza Cavalcanti, empresária de sucesso em Brasília,

 

O general Costa Cavalcanti foi bisavó de 15 bisnetos.

 

Faleceu no Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 1991. (JBSG)

 

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