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Segunda, 15 Outubro 2018

Maria Augusta Erich de Menezes (Maria do Barro)

Maria Augusta Erich de Menezes , Maria do Barro (Baturité) - ex-secretária de Assistência Social do DF In memoriam

 

Fomos recebidos pela presidente do Instituto, Sra. Idalete Silva, que foi criada pela Maria do Barro e que cuidou desta até o seu falecimento em 2006.

 

Apesar da enorme boa vontade da Sra. Idalete, em nos fornecer diversos materiais para pesquisa, não encontramos nenhum documento que pudesse embasar algumas afirmações sobre Maria do Barro. Podemos dizer apenas, com certeza, que nasceu em Baturité, no Ceará, e que era uma figura humana cuja dimensão ainda está para ser avaliada.

 

Segundo a Sra. Idalete, Maria do Barro nunca falava de suas origens, sua família, sua infância, sua formação acadêmica...

 

Sobre essa aversão, a revista IstoÉ Senhor, de 9/1/1991, em reportagem sobre o Distrito Federal, ressalta que Maria do Barro era “Avessa a esclarecimentos sobre sua vida, Maria do Barro é a única secretária do governo que não divulgou um currículo. É mestra em desconversar quando o assunto é ela mesma. Sobre um curso que dizem ter feito na Sorbonne, de Sociologia, ela diz apenas que aconteceu ‘muito antes da Segunda Guerra’. Já passou como professora em cursos de extensão pelas universidades de Campinas, Mato Grosso e Brasília. É exímia artesã e consta que veio de uma rica família cearense. Órfã, foi criada num colégio salesiano. Casou-se com um grego, de quem se separou e tem dois filhos na Grécia. Mora na casa de uma amiga, na Asa Norte de Brasília.”

 

Comprovadamente era exímia artesã. Adorava e sabia trabalhar o barro como ninguém. Nada mais conseguimos comprovar.

 

Segundo as poucas fontes de pesquisa a que recorremos (recortes de jornais, reportagens de revistas e entrevista com a presidente do Instituto Maria do Barro) podemos fazer um resumo de sua biografia:

 

Maria Augusta Erich de Menezes, Maria do Barro, nasceu no dia 26 de julho de 1919, em Baturité, no Ceará, e morreu de pneumonia no dia 22 de abril de 2006, em Brasília, Distrito Federal.

 

Essa cearense de 1,50m, servidora aposentada do extinto Instituto de Previdência e Assistência Social dos Servidores do Estado (Ipase), foi secretária de Desenvolvimento Social e presidente da Fundação de Serviço Social, no Governo do Distrito Federal (GDF). Em 2002, recebeu o título de “Cidadã Honorária de Brasília”, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

 

Seus projetos pareciam ser muito bem elaborados e eram planejados para ter sustentação dos próprios beneficiados, que recebiam qualificação profissional e apoio para comercialização de seus produtos. Além disso, segundo uma das fontes consultadas, não deveriam ter “influência política e religiosa”.

 

Porém, em alguma etapa de sua vida, deixou que seus projetos sociais se confundissem com projetos de governos demagógicos, que queriam apenas aproveitar sua popularidade. Governos posteriores não souberam colocar acima de políticas partidárias o enorme potencial que o conhecimento e a disposição de Maria do Barro poderiam representar para a implantação de políticas sociais que poderiam ir muito além do simples assistencialismo.

 

Dentre suas obras mais marcantes, merece destaque o bairro Barrolândia, criado em Planaltina de Goiás, para onde foram levadas famílias que se encontravam desabrigadas no Distrito Federal. Em Barrolândia, ensinados por Maria do Barro e seus auxiliares, os assentados chegavam a fabricar 1.270 tijolos de adobe por dia e a construir três casas por dia. Ao longo do tempo, além da fabricação de tijolos de adobe, foram oferecidas às mulheres aulas de costura e aulas com tear de prego para fabricação de tapetes, quadros, jogos americanos, etc. Ao aprimorar essas técnicas, as pessoas estavam aptas a gerar renda para a família, seja ingressando diretamente no mercado de trabalho, seja vendendo seus produtos através da Fundação Maria do Barro.

 

 

 

“Maria do Barro?” Ela definia sua origem da seguinte forma:

 

 

 

“De onde venho?” / Venho da Terra do Sol! / Terra seca, desértica, / Água salobra, / Solo partido, dividido, / Quase morto, / De longas estiagens.

 

Venho do Ceará! / Terra das matas cinzentas, calcinadas, / vermelhas da poeira do chão.”

 

Deixou um livro de poesias e frases de sua autoria, Terra e Fogo. No livro não constam o ano de publicação, local nem nome da editora. (FGF)

 

 

 

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