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Terça, 14 Agosto 2018

Hamilton Leite Cruz

Hamilton Leite Cruz (Barbalha) , professor, escritor, 1o. presidente da Sociedade dos Filhos e Amigos de Aurora

Hamilton Leite Cruz é natural de Barbalha, cidade localizada bem no coração do Cariri, limitando a norte com Juazeiro do Norte e a oeste com Crato, formando com estas duas cidades o conhecido triângulo Crajubar, famoso por produzir durante décadas a melhor rapadura do Nordeste. A cidade é banhada por 23 fontes naturais que jorram perenemente do sopé da Serra do Araripe, responsável pela irrigação permanente dos canaviais que, em grande extensão, circundam a cidade.

 

Descende Hamilton de duas destacadas famílias da região caririense, “Cruz” e “Leite”, com acentuada ramificação nas circunvizinhas cidades de Missão Velha, Milagres e Aurora. Nascido a 26 de novembro de 1946, era ele ainda de tenra idade quando os pais, Manuel Enísio Cruz, cirurgião-dentista, e Ozenete Gonçalves Leite Cruz resolveram transferir sua residência para Aurora, levando consigo os dois únicos filhos, nascidos em Barbalha. Durante o tempo de permanência em Aurora, pouco além de uma década, a família de Manuel e Ozenete foi acrescida com o nascimento de José Gonçalves Leite Cruz, atual prefeito reeleito de Barbalha. Preocupado em propiciar aos filhos horizontes mais amplos na educação, o casal se transferiu para Fortaleza. Em Aurora existia apenas o grupo escolar Monsenhor Vicente Bezerra, no qual Hamilton fez todo o curso de que o educandário dispunha. Desse modo, a família embarcou para Fortaleza no trem da RVC.

 

Em Fortaleza, Hamilton continuou os estudos, no colégio Castelo Branco, onde cursou o ginasial e científico no Liceu do Ceará. O curso superior, Hamilton concluiu na Faculdade de Ciências Econômicas, da Universidade Federal do Ceará. Logo em seguida, aos 22 anos, através de concurso em nível nacional, viajou para São Paulo, capital, para fazer o Mestrado na Universidade de São Paulo (USP). Depois, munido do diploma de Doutor em Economia, partiu para a cidade de Campinas, na Grande São Paulo, a fim de ministrar aulas de Economia na Universidade Católica da cidade.

 

Em 1970, encontrando-se ainda em Campinas, foi convidado e aceitou trabalhar em Brasília, na Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (CODEPLAN).

 

A sua vinda para a nova capital do País marcou efetivamente o início da sua vida profissional e familiar. Em uma de suas idas a Fortaleza, conheceu, por intermédio de seu irmão mais velho, aquela com quem viria a se casar em 1973: Tereza Norma, formada em Administração. Hamilton recebeu outro irrecusável convite, dessa vez para trabalhar no Ministério da Educação e Cultura (MEC).

 

No MEC, participou da “Comissão Nacional do Livro-Texto para o Ensino Superior”. Do MEC, foi para o Ministério do Planejamento, com exercício na Secretaria de Orçamento Federal (SOF), atuando na área de Planejamento, Orçamento e Finanças.

 

Além de atuar como servidor público federal, Hamilton Cruz desenvolveu, tão logo chegou a Brasília, atividades de magistério, lecionando Economia no Centro Universitário de Brasília (CEUB), na Universidade do Distrito Federal (UDF) e no Centro dos Estudos do Planejamento Econômico e Social (CEPES). Também foi professor da Fundação Getúlio Vargas e nos Órgãos de Planejamento dos Estados Brasileiros.

 

Entrou para a carreira de Planejamento e Orçamento, e, no período em que a exercia, escreveu o livro Acompanhamento e Avaliação de Projetos, destinado a estudantes e profissionais da área.

 

Aposentado do serviço público, por tempo, não permaneceu inativo. Convidado, aceitou exercer o cargo de diretor de Planejamento da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), do Governo do Distrito Federal.

 

Movido por puro prazer e emoção, praticava uma atividade física como modalidade esportiva: corrida de longo percurso. A pista parecia exercer sobre ele uma irresistível atração, sem que lhe ocorresse a conquista do páreo, uma vez que empreendia suas corridas de modo solitário. Somente aos 39 anos optou pela corrida coletiva, ao lado de competidores, tendo participado aproximadamente de 150 corridas, das quais 25 maratonas de 42km, destas, quatro internacionais: Buenos Aires, New York, Londres e Paris, além das meias-maratonas de 21km em Genebra e Lisboa. As demais, em território brasileiro. Em Aurora, sua terra por adoção, organizou e participou de uma corrida rústica. E pouco tempo atrás fez parte de uma corrida entre as cidades de Juazeiro do Norte e Crato, com largada na terra do “Padim Ciço”. Em Brasília, todo início de ano participa da Corrida de Reis. Para ele, o importante é participar como diversão, sem a pretensão de cruzar a linha de chegada.

 

De par com a participação em corridas e maratonas, Hamilton Cruz, após aposentar-se, se entretém cultivando hobbies que se enquadram, simultaneamente, na categoria de lazer e de cultura, como colecionista. Em sua residência, no Lago Sul, há um espaço reservado exclusivamente às peças e objetos que coleciona, tais como moedas, cédulas, cartões telefônicos, caixinhas de fósforo e dedais, esta última coleção com aproximadamente 2.200 peças e que lhe custou verdadeira garimpagem em lugares por onde andou, no Brasil e no exterior. Por ser uma coleção não tão comum, tem chamado a atenção nos encontros de colecionadores.

 

Segundo ele, iniciou a sua coleção de moedas praticamente na cidade de Aurora, pois quando criança tinha consigo certa quantidade de moedas das décadas de 1950 e 1960. Quando veio para Brasília, no início de 1970, é que começou a desenvolver suas coleções. Membro da Associação Filatélica e Numismática de Brasília (AFNB), na qual ocupa a função de vice-presidente, sugeriu a criação na capital da República do Clube dos Colecionadores. Cantar também é um hobby que cultiva há algum tempo, já tendo gravado dois CDs de músicas românticas de décadas passadas. Sempre que vai a Fortaleza, participa do Clube dos Talentos, que reúne grupo de cantores, segundo ele “para os jovens mais bem vividos”.

 

Católico praticante, Hamilton e Tereza Norma exercem ativa participação nos eventos da Igreja, inclusive dos movimentos como Jornada Cristã, Cursilho de Cristandade, Encontros de Casais com Cristo, Equipes de Nossa Senhora e Segue-me. Atualmente participa do Cenáculo do Movimento Sacerdotal Mariano e da Verdadeira Vida em Deus, participando ainda do Movimento Carismático de Assis. O casal tem dois filhos, Márcio, advogado; e Ângela, farmacêutica e bioquímica; e um neto de 13 anos, Mateus, campeão nacional de peteca. (JJO)

 

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