Quinta, 24 Maio 2018

Gladstone de Lima Almendra

Gladstone Lima Almendra (Teresina/PI) fundador da Casa do Ceará In memoriam

 

Gladstone Lima Almendra nasceu em 25 de julho de 1918, em Teresina-PI, filho de Luiz de Sampaio Almendra e Luiza Lima Almendra, de tradicional família do Piauí. Teve mais quatro irmãos: Zenita, Oswaldo, Iraneide e Geraldo. Faleceu em 8 de março de 1977.

Até os 13 anos, morou em Teresina, indo para Fortaleza, onde fez seus estudos, formando-se em Direito e Agronomia.

Em 1942, depois de formado, casou-se com Maria Neide Gurgel de Castro Almendra, filha de Célio Gurgel de Castro e Clice Gurgel de Castro, ainda vivo e morando em Fortaleza, tiveram 10 filhos.

Dedicou-se à administração dos bens dos sogros que compreendiam imóveis, fazendas, terrenos, pecuária e agricultura e a tradicional Fundição Cearense.

Em Fortaleza, nasceram seus filhos Luís Gladstone de Almendra, Clice Maria e Roberto.

Em 1956, foi para o Rio de Janeiro trabalhar no Ministério da Agricultura, que funcionava em Palácio demolido ao lado da Santa Casa de Misericórdia e do Museu Histórico. Morava na Praia de Botafogo.

No Rio, nasceriam mais dois filhos, Luiza Josefina e Júlio.

Em 1962, quando já estava no Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA), sucessor da Superintendência Nacional de Reforma Agrária (SUPRA), no governo de João Goulart, e do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), na gestão de Castello Branco, que baixou o Estatuto da Terra, foi mandado servir em Brasília, para implantação do Ministério no Distrito Federal e do próprio INDA. Inicialmente morou na 208, cercado de deputados. “Papai, diz sua filha Clice, detestava a política, pois considerava tudo muito sujo, mas convivia fraternalmente com políticos e jornalistas, o que começava em casa, passava pela pérgola e o bar do Hotel Nacional e se estendia ao Jóquei Clube de Brasília. O gosto pelo turfe começou em Fortaleza, floresceu no Rio e acabou com ele em Brasília.”

Em 1963, participou da fundação da Casa do Ceará.

Em 1967, foi cedido ao Ministério Extraordinário dos Organismos Regionais, criado por Castello Branco, para o ministro João Gonçalves de Souza, sendo nomeado diretor-geral do Serviço Nacional dos Municípios (SENAM) que funcionou na 512/513, na W3, onde foi instalada a Casa dos Municípios.

Mais tarde, com a extinção do INDA e criação do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INCRA), foi chefe de gabinete do presidente Dix-Huit Rosado.

Luís Gladstone Almendra, economista, aposentado do IPEA, casado com Maria Castello Branco Almendra, com três filhos: Paula, administradora, casada com Alamir Mesquita Junior, administrador, pais de Luiza e Beatriz; Ricardo, piloto de aviões, casado com Sulamita; e Eduardo, solteiro;

Clice Maria Almendra de Barros Barreto, arquiteta, viúva do advogado Getúlio Barros Barreto, com três filhos: Fernanda, casada com Braunner Fassheber Novais, com duas filhas, Lahaina Lina e Lainna; Frederico, advogado, solteiro; e Flávio, casado, com um filho, José Rodrigo Dias, fisioterapeuta;

Roberto de Castro Almendra, administrador, casado com Márcia Helena, pais de uma filha: Renata, administradora, solteira; Daniel, engenheiro de redes, casado com Lígia, bancária, sem filhos;

Luiza Josefina de Castro Almendra, solteira, administradora, com uma filha, Juliana, estudante;

Júlio César de Castro Almendra, administrador, empresário, solteiro.

“Papai tinha a facilidade de fazer amigos, conta Clice. Era um bon vivant. Entre seus amigos diletos estavam o deputado Ernani Sátiro, mais tarde governador da Paraíba e ministro do TCU; todos os Rosados do Rio Grande do Norte, como Dix-Huit Rosado, Vingt Rosado; o procurador do INCRA, Pedro Peixoto; os jornalistas Benedito Coutinho e Otacílio Lopes; os deputados Chrisantho Moreira da Rocha e Álvaro Lins, do Ceará. Um dos nossos vizinhos foi o deputado José Martins Rodrigues, do PSD, do Ceará, que viria a ser cassado. Às vésperas de sua cassação, sua biblioteca, considerada subversiva, com livros de Marx, Engels, Lenin, Stalin, Che, Fidel, etc., amanheceu no nosso apartamento, que foi a forma de solidariedade do nosso pai ao amigo querido. Até hoje, os livros estão conosco. Meu pai teve a ousadia de comprar um bar, o Samira Bar, na 105 Sul, mas logo se desfez do negócio, pois os amigos bebiam, iam embora e não pagavam a conta e estavam nos levando à falência.”

Ainda é Clice que revela: “minha tia Maria Cleide Gurgel de Castro, solteira, veio do Ceará para morar conosco em Brasília, passou pela Casa do Ceará e, ao que me consta, à época de dona Mary Pessoa, sucessora de Álvaro Lins no comando da Casa, organizou a primeira biblioteca da Casa que a esse tempo começava a mostrar sua visão de futuro”. (JBSG)

 

 

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