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Segunda, 15 Outubro 2018

Francisco Salatiel de Alencar Barbosa

Francisco Salatiel de Alencar Barbosa (Araripe) O ex-Padre que continua casado com a Igreja e com a família

 

Nascido em 26 de setembro de 1941, na cidade de Araripe (CE), filho de Carlos Salatiel de Alencar – agricultor e posteriormente securitário/inspetor da Sul América Seguros (1954-1984) – e de Maria Emília de Alencar Barbosa, professora, diplomada no colégio Santa Teresa de Jesus, no Crato (CE), em 1934. É o primogênito de uma família com dez irmãos: José (advogado), Socorro (psicóloga), Emília (professora), Ana (servidora da Justiça), Enedina (bancária), Isabel (professora), Iracema (médica), Luiz Carlos (ator, compositor e cantor), Maria do Carmo (bancária) e Nena (professora).

 

Cursou as três primeiras séries primárias nas Escolas Reunidas do Araripe. A admissão ao Ginásio e as duas primeiras séries do ginasial, no colégio Diocesano do Crato (1953-1955); o restante do ginasial e o curso de Humanidades, no Seminário Diocesano São José do Crato (1956-1959).

 

No Seminário Arquidiocesano da Prainha, de Fortaleza, cursou Filosofia (1960-1962). A partir de setembro de 1963 até outubro de 1970, como aluno residente no Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, obteve o título de mestre em Teologia, na Universidade Gregoriana (1963-1967) e o de mestre em Exegese Bíblica, no Pontifício Instituto Bíblico (1968-1970).

 

Nas férias escolares do ano acadêmico europeu de 1967, voltou ao Brasil e, na cidade de Juazeiro do Norte (CE), onde residia sua família, foi ordenado sacerdote na noite de 15 de agosto. Desde os primeiros anos no Seminário do Crato, portanto com a idade de 15 anos, começou a interessar-se pelo estudo da Bíblia e pela leitura do Novo Testamento na língua original, a koiné grega. Essa paixão pelos textos sagrados acompanhou-o a vida toda.

 

Só na volta de Roma, em outubro de 1970, é que assumia o ministério sacerdotal, na diocese do Crato. A passagem desse engajamento como presbítero para a vida leiga, com a correspondente dispensa do estado clerical recebida de Roma, não se deu de modo traumático ou abrupto. No ano de 1978, permaneceu em Fortaleza até que, em outubro desse mesmo ano, uma feliz coincidência o trouxe a Brasília para um seminário na UnB, onde proferiu palestra sobre Jacques Maritain, no auditório Dois Candangos. No dia seguinte ao da palestra na UnB (25 de outubro), foi ao Conselho Federal de Educação visitar o colega prof. Diogo José Soares, que o surpreendeu com um convite para colaborar num projeto de avaliação dos professores das universidades. Duvidou a princípio, mas, no final de outubro, comunicava ao prof. Diogo o seu “sim” e escrevia para a namorada, a jovem universitária de Medicina (UFP), Sonia Maria Salviano de Matos. Ele a havia conhecido no Movimento de Juventude e se casaram em 17 julho de 1982.

 

Em Sonia encontrou a companheira ideal para construir sua vida de família em Brasília. Aqui, ela descobriu um fértil e vasto campo para exercer sua profissão de médica pediatra, dedicando-se prioritariamente ao estímulo ao aleitamento materno no Hospital Regional de Taguatinga. De seu casamento com Sonia nasceram Bárbara Salatiel Matos de Alencar, em 30 de junho de 1985, formada pela UnB em Arquitetura e Urbanismo, e casada com o engenheiro eletricista Rafael Lustosa Ávila; e Bianca Maria Matos de Alencar Braga, nascida em 25 de fevereiro de 1987, graduada e mestre pela UnB em Engenharia Elétrica e casada com o engenheiro de controle e automação, com MBA em Finanças, Murilo Antunes Braga.

 

Nos primeiros cinco anos em Brasília, trabalhou apenas no Ministério da Educação (MEC). Em 1984, submeteu-se a concurso público para uma das duas vagas de consultor legislativo do Senado Federal, na área específica de educação. Obteve o segundo lugar e foi empossado no cargo em fevereiro do ano seguinte (1985). Em abril de 1993, completados oito anos de dedicação à Consultoria do Senado, aposentou-se, tendo em mente dois objetivos: estar mais presente no acompanhamento da educação de suas filhas Bárbara e Bianca; e voltar aos bancos escolares para prosseguir nas pesquisas iniciadas desde os anos de estudo em Roma. Assim, pôde pensar no seu doutoramento em Antropologia Social na Universidade de Brasília, ao qual se dedicou de julho de 1997 até 11 de novembro de 2002, com a defesa da tese sobre os devotos do Padre Cícero do Juazeiro, transformada no livro O Joaseiro Celeste, publicado em 2007.

 

Hoje, afastado do serviço público e das salas de aula, tem-se dedicado mais à família, às leituras, ao canto no Coro Sinfônico Comunitário da UnB e à meditação da Bíblia como participante de um grupo proveniente do Judiciário, que se reúne todas as segundas-feiras para um almoço comunitário.

 

Mesmo com as transformações recentes de Brasília e o aparecimento de inúmeros problemas urbanos para uma população sempre crescente, ainda se vê como um brasiliense de coração que, não tendo esquecido o Ceará, aqui encontrou a melhor acolhida na companhia de muitos amigos e na convivência cotidiana com uma família linda e amorosa. Por isso é que denominou sua nova residência de “Portal da Esperança”: uma referência à profecia de Oséias (2:17) e ao lema do brasão de Brasília – Venturis Ventis – ou seja, abrir-se aos impulsos inesperados do Espírito (rûah, pneuma, ventus) que nos faz vislumbrar um futuro esperançoso. (FSSA)

 

 

 

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