Quinta, 24 Maio 2018

Francisco Menezes Pimentel

Senador Francisco Menezes Pimentel (Santa Quitéria)  - Governador, interventor, senador e primeiro cearense a ser ministro da Justiça na Republica e fundador da Casa do Ceará  In memoriam

 

Sigo o título do discurso de Mozart Soriano Aderaldo, pronunciado no Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará, no centenário de nascimento de Francisco Menezes Pimentel, em 14/9/1987: “De bodegueiro a Ministro de Estado”, que retrata a sua figura de homem simples, humilde, determinado, ousado e de Estado.

 

Nascido em 12 de setembro de 1887, em Santa Quitéria, a 222,2km de Fortaleza, filho de José Balbino Ferreira Pimentel e Clara de Menezes Pimentel, de família humilde, moreno, paupérrimo, foi “balconista, varredor, lavador de copos em típica bodega de região pobre, simples empregado de abastado matuto”, como também foi educador, deputado estadual, deputado federal (dois mandatos), senador (dois mandatos), governador e interventor no Estado, ministro de Estado. Isso o distingue numa longa trajetória. Faleceu em 19 de maio de 1973, em Fortaleza.

 

Foi jornalista, magistrado, membro do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, advogado e professor.

 

A maior homenagem que o Ceará lhe presta é seu nome na Biblioteca Pública estadual Governador Menezes Pimentel, por ele criada.

 

Em Brasília, foi fundador da Casa do Ceará.

 

A Castorina, de Aracati, que pregava apelidos em tantos contemporâneos, o chamava de Carretel de Linha Preta!

 

“Eis um homem em quem não há dolo”, proclamou Luís Cavalcante Sucupira, também do Instituto do Ceará e da Academia Cearense de Letras. Era o reconhecimento de que tinha as mãos limpas, após uma vida pública exercida com zelo, probidade e competência.

 

Fez o curso secundário no Liceu Estadual do Ceará e o superior na Faculdade de Direito.

 

A vida pública começou por Guaramiranga, onde instalou o Instituto São Luiz, com o monsenhor Antonio Tabosa Braga e padre João Augusto da Frota.

 

Em Fortaleza, reinstalou o colégio São Luís, que transferiu para o prof. Hélio de Sousa Melo. Este o passou para as freiras franciscanas que o rebatizaram com o nome de Colégio Nossa Senhora de Lourdes. No seu colégio, foram professores padre Helder Câmara, Parsifal Barroso, Martins de Aguiar, Otávio Farias, Austregésilo de Ataíde, entre muitos. Pelo colégio passaram, como alunos, entre milhares, Almir Pinto, Álvaro Lins, Armando Falcão, Filgueiras Lima, Marcial Dias Pequeno, Moacir de Aguiar, padre Arquimedes Bruno e Leiria de Andrade.

 

Conquistou a cátedra de Direito Romano na Faculdade de Direito, de onde foi professor e diretor.

 

Em 1928, entrou na política da qual só sairia em 1973, elegendo-se deputado estadual, de 1928 a 1932.

 

Em 1935, foi eleito governador do Ceará, sendo mantido como Interventor, de 10/11/1937 a 3/11/1945.

 

Nos seus 10 anos, com austeridade, probidade e transparência, o Tesouro do Estado sempre esteve cheio, com os pagamentos em dia. Construiu grupos escolares, a nova sede do Liceu estadual do Ceará e a sede da Faculdade de Direito.

 

Voltando à política, elegeu-se vice-governador e logo depois conquistou dois mandatos de deputado federal (1950 a 1954 e de 1954 a 1958).

 

Em 1955, o presidente da República, Nereu Ramos, o nomeou ministro da Justiça, de 11/11/1955 a 31/1/1956, o primeiro cearense a ser ministro da Justiça na República, Ministério que mais tarde teve outros cearenses como Armando Falcão (duas vezes), Martins Rodrigues e Juracy Magalhães. No Império, José de Alencar, nosso escritor maior, foi ministro da Justiça de 16/7/1868 a 10/1/1870.

 

 

 

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