Quinta, 24 Maio 2018

Francisco Costa Cavalcante

Francisco Costa Cavalcante (Fortaleza), Alto da Paz, Alto da Pedra, Alto da Balança

 

Francisco Costa Cavalcante, nasceu em 5 de agosto de 1944, nos arredores de Fortaleza, nas proximidades do Alto da Paz, do Alto da Pedra e do Alto da Balança. Em termos de localização, atualmente, poderíamos identificar os bairros do Benfica, José Bonifácio, 13 de maio, na região do Bairro de Fátima.

 

Seus progenitores José Holanda Cavalcanti e Geralda da Silva Costa sempre diziam em suas falas para a família: “Que todos deveriam procurar a paz, subir na vida atrás do trabalho e ter sempre o bom senso e equilíbrio para fazer justiça aonde ela fosse reclamada”.

 

Francisco cresceu, tornou-se adulto e nunca mais esqueceu os ensinamentos. Suas quatro carteiras de trabalho são, acima de tudo, um atestado histórico curricular das experiências vividas e adquiridas. Foi de servente orelha seca a chefe de tesouraria da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Distrito Federal.

 

Tendo começado bem cedo sua luta por trabalho como gerente de pizzaria, o funcionário da antiga companhia Telefônica do Ceará viveu em Fortaleza até os 30 anos de idade. Mal abria os olhos, tornava-se torcedor do Ceará Sporting Clube, frequentador do Estádio Presidente Getúlio Vargas na Gentilândia. Era presença assídua nas sessões de cinema do Magestic, Moderno e dos seriados do cine Rex.

 

Aos domingos se deslocava para as praias de Iracema e ponte metálica, onde havia os famosos rachas, sem limite de participantes. Bastava em qualquer momento da disputa entrar em dupla. Não havia juiz e a bola era sempre de borracha. Nessa brincadeira jogavam até jogadores de futebol profissional cearense. O goleiro Ivan Roriz (Ceará Clube), os irmãos Moésio e Mozart (Tricolor de Aço), Nozinho e Manoel de Ferro (do Ferroviário).

 

Depois de viver em Fortaleza até os 30 anos, tomou a decisão de buscar outras terras, pois o mercado de trabalho não era mais promissor. Saiu de Fortaleza via Mercejana até Salgueiro, pela Transnordestina e Rio-Bahia. Acabou em Vitória do Espírito Santo. Testemunhou o drama de muitos paus de arara a caminho do Sul.

 

Quando saiu de Fortaleza, teve que deixar seus filhos e sua primeira mulher por conta da renda muito baixa e as incertezas do que poderia acontecer. Hoje a família é sua grande paixão, seus filhos Heloisa Helena, Marcos Aurélio, Kleber Nalian, Francisco e Sara. Os cinco primeiros estão criados e casados. A última, a Sara, é filha do segundo casamento. À semelhança de um patriarca, ama e gosta de toda sua prole.

 

Em 1975, chegou a Brasília e logo conseguiu emprego numa empresa de engenharia, onde começou como apontador de campo, apropriador e chefe de escritório. A empresa foi vendida depois do falecimento do sócio engenheiro, Flávio Vida Dias.

 

Na empresa, João Fortes Engenharia, conseguiu trabalhar como responsável pelos levantamentos e registros diários de obras. Um engenheiro viu sua aplicação no trabalho e, em 15 dias, passou a realizar a medição da estatística de materiais estocados a serem usados.

 

Na OAB/DF, começou graças a um convite para exercer o cargo de oficial-administrativo e depois foi promovido a encarregado da tesouraria. Na gestão de Joaquim José Safe Carneiro, teve que tomar uma decisão – com um período na Ordem e outro na Fundação de Assistência Judiciária, optou por continuar na OAB/DF.

 

Instado a falar sobre seu trabalho, Francisco Costa Cavalcante afirma que a pessoa que quer aprender tem de ser curiosa. Hoje participa de eventos da OAB/DF e das reuniões do Conselho Pleno, como analista. E o reconhecimento pelos seus trabalhos são fatos marcantes na vida de mais um cearense que se aventurou no MUNDO, à procura de trabalho e de realização profissional.

 

Se meus pais nos primeiros anos de nossa vida não se cansavam de rogar pela Paz, trabalho e Justiça, hoje gostaria de repetir parte da oração de São Francisco, adaptada e metrificada por Marcos de Oliveira.

 

“Que eu nunca procure o consolo, mas sim que eu traga o consolo a quem viver até mim, também que eu não queira ser bem compreendido, e, sim, compreender o que ouvir meu ouvido. Que amado eu não busque jamais vir a ser. Porém, para amar, que eu procure viver...”

 

Lembranças de Fortaleza... O Francisco Costa Cavalcante... Para, como a meditar, e diz... “Memória é como timbaúba, é pau que boia”.

 

“As mangas dos sítios dos vizinhos de minha casa, o doce gelado vendido pelo doceiro, Guilherme, que ficava no ponto de ônibus em frente à cidade da criança. Os programas de auditório da Ceará Rádio Clube no Edifício Pajeú... As quermesses na Igreja de Otávio Bonfim... Enfim, não é mais possível vivenciá-las novamente.” (JCSF)

 

 

 

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