SITE EM ATUALIZAÇÃO... Francisco Costa Cavalcante
Segunda, 15 Outubro 2018

Francisco Costa Cavalcante

Francisco Costa Cavalcante (Fortaleza), Alto da Paz, Alto da Pedra, Alto da Balança

 

Francisco Costa Cavalcante, nasceu em 5 de agosto de 1944, nos arredores de Fortaleza, nas proximidades do Alto da Paz, do Alto da Pedra e do Alto da Balança. Em termos de localização, atualmente, poderíamos identificar os bairros do Benfica, José Bonifácio, 13 de maio, na região do Bairro de Fátima.

 

Seus progenitores José Holanda Cavalcanti e Geralda da Silva Costa sempre diziam em suas falas para a família: “Que todos deveriam procurar a paz, subir na vida atrás do trabalho e ter sempre o bom senso e equilíbrio para fazer justiça aonde ela fosse reclamada”.

 

Francisco cresceu, tornou-se adulto e nunca mais esqueceu os ensinamentos. Suas quatro carteiras de trabalho são, acima de tudo, um atestado histórico curricular das experiências vividas e adquiridas. Foi de servente orelha seca a chefe de tesouraria da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Distrito Federal.

 

Tendo começado bem cedo sua luta por trabalho como gerente de pizzaria, o funcionário da antiga companhia Telefônica do Ceará viveu em Fortaleza até os 30 anos de idade. Mal abria os olhos, tornava-se torcedor do Ceará Sporting Clube, frequentador do Estádio Presidente Getúlio Vargas na Gentilândia. Era presença assídua nas sessões de cinema do Magestic, Moderno e dos seriados do cine Rex.

 

Aos domingos se deslocava para as praias de Iracema e ponte metálica, onde havia os famosos rachas, sem limite de participantes. Bastava em qualquer momento da disputa entrar em dupla. Não havia juiz e a bola era sempre de borracha. Nessa brincadeira jogavam até jogadores de futebol profissional cearense. O goleiro Ivan Roriz (Ceará Clube), os irmãos Moésio e Mozart (Tricolor de Aço), Nozinho e Manoel de Ferro (do Ferroviário).

 

Depois de viver em Fortaleza até os 30 anos, tomou a decisão de buscar outras terras, pois o mercado de trabalho não era mais promissor. Saiu de Fortaleza via Mercejana até Salgueiro, pela Transnordestina e Rio-Bahia. Acabou em Vitória do Espírito Santo. Testemunhou o drama de muitos paus de arara a caminho do Sul.

 

Quando saiu de Fortaleza, teve que deixar seus filhos e sua primeira mulher por conta da renda muito baixa e as incertezas do que poderia acontecer. Hoje a família é sua grande paixão, seus filhos Heloisa Helena, Marcos Aurélio, Kleber Nalian, Francisco e Sara. Os cinco primeiros estão criados e casados. A última, a Sara, é filha do segundo casamento. À semelhança de um patriarca, ama e gosta de toda sua prole.

 

Em 1975, chegou a Brasília e logo conseguiu emprego numa empresa de engenharia, onde começou como apontador de campo, apropriador e chefe de escritório. A empresa foi vendida depois do falecimento do sócio engenheiro, Flávio Vida Dias.

 

Na empresa, João Fortes Engenharia, conseguiu trabalhar como responsável pelos levantamentos e registros diários de obras. Um engenheiro viu sua aplicação no trabalho e, em 15 dias, passou a realizar a medição da estatística de materiais estocados a serem usados.

 

Na OAB/DF, começou graças a um convite para exercer o cargo de oficial-administrativo e depois foi promovido a encarregado da tesouraria. Na gestão de Joaquim José Safe Carneiro, teve que tomar uma decisão – com um período na Ordem e outro na Fundação de Assistência Judiciária, optou por continuar na OAB/DF.

 

Instado a falar sobre seu trabalho, Francisco Costa Cavalcante afirma que a pessoa que quer aprender tem de ser curiosa. Hoje participa de eventos da OAB/DF e das reuniões do Conselho Pleno, como analista. E o reconhecimento pelos seus trabalhos são fatos marcantes na vida de mais um cearense que se aventurou no MUNDO, à procura de trabalho e de realização profissional.

 

Se meus pais nos primeiros anos de nossa vida não se cansavam de rogar pela Paz, trabalho e Justiça, hoje gostaria de repetir parte da oração de São Francisco, adaptada e metrificada por Marcos de Oliveira.

 

“Que eu nunca procure o consolo, mas sim que eu traga o consolo a quem viver até mim, também que eu não queira ser bem compreendido, e, sim, compreender o que ouvir meu ouvido. Que amado eu não busque jamais vir a ser. Porém, para amar, que eu procure viver...”

 

Lembranças de Fortaleza... O Francisco Costa Cavalcante... Para, como a meditar, e diz... “Memória é como timbaúba, é pau que boia”.

 

“As mangas dos sítios dos vizinhos de minha casa, o doce gelado vendido pelo doceiro, Guilherme, que ficava no ponto de ônibus em frente à cidade da criança. Os programas de auditório da Ceará Rádio Clube no Edifício Pajeú... As quermesses na Igreja de Otávio Bonfim... Enfim, não é mais possível vivenciá-las novamente.” (JCSF)

 

 

 

Atividades

Visitantes

Total: 15018