Quinta, 24 Maio 2018

José Jorge Leite de Brito

José Jorge Leite de Brito (Fortaleza) a paixão pelo livro fez reunir acervo de 6 mil livros sobre o Ceará em Brasília.

 

José Jorge Leite de Brito, bibliófilo há 30 anos, pesquisador há 27 anos, livreiro há 25 anos, revisor há 15 anos e editor há cinco anos , é um colecionador apaixonado de coisas do Ceará e de Brasília, tendo reunido nas três décadas em que aqui mora 6 mil livros e periódicos sobre o Ceará e 300 LPs, 90 CDs , 500 livros e 30 periódicos sobre Brasilia. Seu precioso acervo sobre o Ceará está sendo negociado com outro bibliófilo cearense, residente em Fortaleza e que tem o gosto do não menos famoso JoséMindlin que formou a maior coleção privada de livros do Brasil moderno.

 

Jorge Brito nasceu Parangaba,em Fortaleza ,em 3 de julho de 1953, filho de João Heitor de Brito , de Baturité, eSuzete Leite de Brito, de Aracati. “Meu paitomava conta de um sitio, caseiro em Parangaba, vendia miúdos de boi, era figueiro,”olha o figo gordo”, montado em cavalo com dois caixotes de madeira, nos quais batia em frente às casas por onde passava para atrair a freguesia. Sua mãe era do lar”.

 

Casaram em 1952 tiveram quatro filhos: Francisco Antonio,adquiriu glaucoma e ficou cego Francisco José, trabalhou na Varig, no aeroporto Pinto Martins,como despachante, e Verônica Maria,professora. Francisco José mora com minha mãe.

 

“Meu pai foi assinado, em 1961, minha mãe e nós ficamos na pior .Fomos criados no Lar Antonio de Pádua, em Fortaleza, dirigido pelo Sr.Fernando Melo e d.Analia Bueno de Melo”.

 

Fez o primário em escola pública, o ginasial no GinásioFernandes Távora, no Pici,e o colegial no Castelo Branco, na Itaoca, o Castelo Branco dos pobres.O dos ricos ficava na Aldeota. ComeceiContabilidade na Unifor e terminei, em Brasilia na UDF.

 

Em 1979, veio para Brasilia. Tiinha casado há pouco com Maria do Rosário Godinho, filha dopoeta famoso em Fortaleza, Adaucto Gondim. Era controladora de vôo do DAC efez concurso em Fortaleza e veio para Brasliia.Foram morar no Cruzeiro.

 

“Passamos um ano juntos enos separamos.’

 

Jorge Brito onheceu umuma moça de Pomerode,Santa Catarina, descendente de alemães, Hilse Voigt de Brito,casaram e tiveram quatro filhos: Erica Voigt de Brito, cientista político, formada pela UNB, trabalha no TJDF, com quatro filhos, Helena, Heitor , Hernani; Fernando Voigt de Brito, químico pela UnB, que dirige o Armazem de Livro Usado,na 402 Norte, Agnes-Martha Voigt de Brito, estudante de Contabilidade da UnB, e Ingrid Voigt de Brito, estudante.

 

Em 1977, tinha feito concurso para o Banco Central do Brasil , em Fortaleza, e fui chamado para assumir, mas acabei não assumindo.Fiz então concurso para a Caixa Economica Federal passei e assumi em 1980, me aposentei em 1998, por descolamento de retina nos dois olhos. Trabalhei na Contabilidade,na Presidência e na Assessoria Parlamentar.

 

“Com mais dois amigos,um deles o bibliofilo mineiro, Décio Murilo Drumond, montou a Livraria Pindorama,Minha paixão peloslivros começou na infância,mas nunca pude compra-los por que não tinha com que. Com aPindorama entrei pra dentro dos livros. Atualmente sou dono do Armazém do Livro Usado”.

 

“Sou o que se pode chamar de mistura antagônica, uma composição estranha de bibliófilo, pesquisador, comprador e vendedor de livros. A vontade de possuir o objeto do prazer, nesse caso, o livro, vem do berço. Que eu me lembre, ficava babando por aqueles livros espalhados, a noitinha, nas ruas centrais de Fortaleza, um tipo de sebo ambulante, delicioso, cujas prateleiras eram às vezes, um velho jornal ou mesmo o chão. Aquilo já me despertava cobiça, mas pobre, morava nos arredores da capital, com minha mãe viúva e mais três irmãos; meu pai havia sido assassinado por um integrante da polícia militar e muitas vezes não tínhamos o que comer, imagine comprar livros”

 

Em Brasilia, tornou-se amigo de Cid Sabóia , na época senador da república, colecionador de livros,moedas, medalhas, passarinhos, disco vinil, selos, é o maior conhecedor de Camilo Castelo Branco, no Brasil, eu mesmo lhe vendi a melhor camiliana brasileira, inclusive a raridade Maria não me mates que sou tua mãe, uma peça de teatro do notável escritor português. Dr, Cid editou na sua cota de livro no Senado Federal duas edições do meu Guia dos Sebos do Brasil. (saíram quatro até 2002).

 

O seu acervo de importância histórica, cultural e religiosa foi utilizado com base de pesquisa para livros como: “As aventuras de Nhô Quim e Zé Caipora”, de Ângelo Agostini; “Fragmentos de Estudos da História da Assembleia Constituinte do Brasil”, de Eunápio Deiró; “Narrativa de Serviços no Libertar-se o Brasil da Dominação Portuguesa”, de Thomas John Cochrane; reedição das obras do filósofo cearense, Farias Brito, todos pelo Conselho Editorial do Senado Federal; reedição de 10 títulos do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes pela Federação Espírita Brasileira; edição de CD rom sobre Sesmarias Cearenses pelo Arquivo Público do Estado do Ceará; reedição do romance “A Divorciada”, de Francisca Clotilde, Cabeças Chatas, de Leonardo Mota, Lembrados e Esquecidos, vol. VI, de Otacílio Colares e Ocaso Versos, de Rodolfo Teófilo, pela Casa do Ceará em Brasília. É autor do livro Diário do Governo do Ceará – Origens da Imprensa e da Tipografia Cearenses (2006) pelo Museu do Ceará. Edição do folheto “Oração de Graças”, do padre Mororó, pela Ícone Gráfica e Editora (2010). Produziu pesquisas sobre os cordéis que tratam de Brasília, os primeiros postais de Brasília que foram utilizados para confecção de um álbum e músicas compostas para Brasília entre os anos de 1955 e 1961.

 

 Atuou em diversas entidades como: Câmara do Livro do DF (Diretor); Casa do Ceará em Brasília; Associação dos Economiários do DF; Senado Federal (assessor voluntário); Federação Espírita Brasileira e Associação de Bibliófilos Cearenses. (JBSG)

 

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