Terça, 22 Maio 2018

Evandro César Vidal Osterne

Evandro César Vidal Osterne (Limoeiro do Norte), - Médico e três filhos médicos cardiologistas e um dentista.

 

 

Médico e três filhos médicos cardiologistas e um dentista.

Evandro César Vidal Osterne nasceu em Limoeiro do Norte, Ceará, em 20 de Janeiro de 1949, filho de Limério Osterne e Noeme Vidal Osterne, também de Limoeiro.

 

Foi alfabetizado por “Dona Dedé” (Maria Eneida Rebolsas), filha de Lauro Rebolsas em sua residência, ao lado da catedral de Limoeiro, e que hoje reside em Taguatinga, DF. Concluiu o curso ginasial no Colégio Diocesano Padre Anchieta de Limoeiro do Norte e o curso médio no Colégio Castelo Branco em Fortaleza, no ano de 1967.

 

Em 1968, ingressou na Escola de Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC) tendo cursado por dois anos. Interrompeu o curso de Agronomia após ser aprovado no vestibular para o Curso de Medicina da UFC. Concluiu a graduação em Medicina no ano de 1975.

 

Em seguida trocou Fortaleza pelo Rio de Janeiro, para fazer a Residência Médica em Cardiologia e Unidade Coronariana no Hospital dos Servidores do Estado (HSE-IPASE), concluindo no ano de 1978. Teve como mestres naquela Instituição dois dos maiores luminares da Cardiologia brasileira: os Doutores: Marciano Carvalho, cearense de Fortaleza e Raymundo Dias Carneiro, nascido no Maranhão.

 

Durante a estada no Rio fez pós-graduação em Medicina do Trabalho na Universidade do Estado do Rio de |Janeiro e Terapia Intensiva no mesmo HSE.

 

Em 1978 ingressou no serviço ativo do Exército como oficial-médico, após aprovação em concurso público para a Escola de Saúde do Exército, no Rio de Janeiro. Foi indicado para servir em São Paulo (SP) como Primeiro Tenente Médico onde permaneceu até o final do ano de 1982. Neste tempo em São Paulo fez pós-graduação em eco-Doppler-cardiografia no Hospital da Beneficiência Portuguesa e se iniciou em Hemodinâmica. Na Instituição pontilhavam nomes como Euryclides Jesus Zerbini, Radi Macruz, Wilson Pimentel, entre outros.

 

Em 1983, foi transferido para Brasília, para servir no Hospital das Forças Armadas, HFA. Desde então trabalhou no Setor de Hemodinâmica daquele hospital, referência nacional na especialidade de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e que atendia às Forças Armadas, Forças Auxiliares e o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2003 passou para a reserva remunerada do Exército como Coronel Médico. Realizou cerca de 14000 cateterismos cardíacos na Instituição. De 1983 até hoje trabalha na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. De 1983 até o ano de 1994 integrou a equipe médicos lotados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional do Gama (DF). Foi então transferido para o Setor de Hemodinâmica do Hospital de Base, onde labuta até hoje.

 

Em 1994 fundou com mais onze colegas cardiologistas e cirurgiões cardiovasculares o Instituto de Coração de Taguatinga, que se localiza no Hospital Anchieta e que permanece como referência nacional na especialidade.

 

Nos anos de 2003 e 2006, subsequentemente, defendeu teses de Mestrado e Doutorado em Cardiologia na Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis, UFMG, Belo Horizonte, MG.

 

Desde o ano de 2003 é Professor-Assistente da disciplina de Semiologia Médica na Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Brasília, DF. A Semiologia Médica que se destina ao diagnóstico das doenças através da história clínica e exame físico, sempre exerceu grande fascínio no “Dr. Osterne”. Suas aulas de Semiologia Médica são ilustradas com filmes do velho oeste ou de Sherlock Holmes, tentando estimular o poder de observação e percepção dos alunos. Os índios pressentiam a cavalaria colando o ouvido ao chão, ouvindo sons de baixa frequência produzidos pelas patas dos cavalos dos soldados. Sir Conan Doyle se inspirou em cirurgião de Edimburgo que fazia o diagnóstico das doenças unicamente através da observação para a criação do seu personagem tão famoso.

 

Em fevereiro de 2013, por indicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, recebeu em San Francisco, Ca, USA o título de Fellow do Colégio Americano de Cardiologia (American College of Cardiology - ACC).

 

Em 14 de fevereiro de 1978, casou-se com a Dra. Maria Acioli Cintra Osterne, fortalezense, Filósofa com Mestrado concluído em São Paulo (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, 1982) e Cirurgiã-Dentista (Especialista em Prótese e Dentística),

 

Desta união surgiram quatro filhos: Noeme Maria Acioli Cintra (Médica especialista em Cardiologia e Eco-Doppler-Cardiografia), casada com Rafael Coelho, médico urologista, Ernesto Misael Cintra Osterne (Médico Especialista em Cardiologia e Hemodinâmica / Cardiologia Intervencionista), casado com a dentista Florence Alckmin, graduados na Fundação Escola Serra dos Órgãos/FESO, de Teresópolis/RJ, Evandro César Vidal Osterne Filho (Cirurgião Dentista especialista em Ortodontia e Implantodontia) casado com Anjuly Tostes Osterne, advogada e servidora da Controladoria Geral da União e Thomas Edison Cintra Osterne (Médico Especialista em Cardiologia) graduado na Universidade Católica de Brasília e em fase de conclusão de residência médica em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista no Hospital da Beneficiência Portuguesa em São Paulo, SP.

 

No ano de 2010 passou a ser Membro da Academia Limoeirense de Letras (Limoeiro do Norte, Ceará) por convite dos acadêmicos: Antonio Nunes Malveira, Antonio Pergentino e Francisco Irajá, amigos de infância, que insistiram para que entrasse para a Academia. Nunca produziu romance, poesia, conto, crônica, apenas literatura médica.

 

Quatro coisas marcaram sua vida profissional: Residência em Cardiologia no HSE, Serviço Médico do Exército, Doutorado em Cardiologia e o título de Fellow do ACC.

 

Referências médicas: William Osler (semiologista canadense e considerado “o pai da medicina”), Doutor Pontes Neto (cearense e humanista exemplar), Regis Jucá (cearense, Cirurgião Cardiovascular) e José Nogueira Paes Júnior (cearense Cardiologista e Hemodinamicista).

 

“Eu vou ao Ceará pelo menos três vezes ao ano, tenho apartamento de frente pro mar, que sempre me dá saudade”. “Faço parte e tenho carteirinha dos “estressados” sediados no calçadão da beira-mar, ao lado do Náutico e não deixo de comparecer à chegada das jangadas no final da tarde para comprar e consumir o melhor peixe fresco do nordeste”. (JBSG)

 

 

 

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