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Terça, 16 Outubro 2018

Edmílson Caminha

Edmilson Caminha - Do magistério em Fortaleza à Consultoria Legislativada Câmara dos Deputados, em Brasília

 

Do magistério em Fortaleza à Consultoria Legislativada Câmara dos Deputados, em Brasília

Primeiro dos cinco filhos de Edmílson Sobreira Caminha e Zilete (Mosinha) de Melo Caminha, EDMÍLSON Sobreira CAMINHA Júnior é natural de Fortaleza, Ceará, onde nasceu em 27 de setembro de 1952. Suas raízes maternas e paternas encontram-se em Aracati, a 150 quilômetros da capital cearense, berço do pianista Jacques Klein e do romancista Adolfo Caminha (de quem é primo em terceiro grau).

 

Em 1956, o pai, suboficial da Aeronáutica, é transferido para a Base Aérea de Natal, Rio Grande do Norte, de onde retornará para Fortaleza em 1963. “Foram sete anos de uma infância feliz, com os irmãos Raimundo Calixto, Luiz Cláudio, Paulo Sérgio e Eduardo Augusto, na vila militar onde éramos criados à solta, como potrinhos selvagens...” De volta à terra natal, matricula-se no Ginásio 7 de Setembro, do Dr. Edílson Brasil Soárez, educador que o marcará para sempre. Escreve seus primeiros artigos para o jornal O Povo, do qual se tornará redator com apenas 14 anos de idade. Faz o segundo grau no Colégio Cearense, dos Irmãos Maristas, e em 1970 é aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, que frequenta por três anos, até abandoná-la por absoluta falta de vocação. Mais tarde, se licenciará nas línguas portuguesa e inglesa, com as respectivas literaturas, pelo Curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará.

 

Em 1970, calouro da Medicina, começa a dar aulas de biologia (depois, de português, literatura e redação) em cursos pré-vestibulares de Fortaleza. Em 1979, casa-se com a mais bela e apaixonante ex-aluna que viria a ter, Ana Maria, mãe de suas três filhas, Mariana (que com o marido Alexandre lhes deu Fabrício, o primeiro neto), Ana Carolina e Maria Eugênia. Em 1984, é aprovado em concurso público de provas para o Magistério Civil do Exército Brasileiro, com o que se torna professor do Colégio Militar de Fortaleza. Em 1987, muda-se para Teresina, onde assume a direção da Rádio Educativa do Estado do Piauí e, posteriormente, do departamento de jornalismo da TV Educativa, que deixa para ocupar a diretoria de planejamento da Empresa de Turismo do Piauí (Piemtur). Em 1989, passa em concurso público de provas e títulos para jornalista do Senado Federal. No ano seguinte, é aprovado em outro concurso, agora para a Assessoria (hoje Consultoria) Legislativa da Câmara dos Deputados, em Brasília, na qual se aposentou em 2013, após 22 anos de trabalho. Como primeiro presidente do Conselho Editorial da Câmara, possibilitou o lançamento de importantes publicações de natureza técnica, acadêmica e literária.

 

O trabalho de professor e jornalista deu a Edmílson Caminha o privilégio de conhecer e entrevistar grandes nomes da literatura brasileira, a exemplo de Gilberto Freyre, João Cabral de Melo Neto, Fernando Sabino, Moreira Campos, Moacyr Scliar, Affonso Romano de Sant’Anna, Francisco Carvalho e Sânzio de Azevedo. Com alguns deles - Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Antonio Carlos Villaça e João Antônio - manteve substanciosa correspondência.

 

Tem artigos, ensaios e entrevistas publicados na Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro), na Revista da Academia Mineira de Letras (Belo Horizonte), na Revista da Academia Cearense de Letras (Fortaleza) e nos jornais O Povo e Diário do Nordeste (Fortaleza); Jornal de Letras, RioArtes e Jornal da ABI (Rio de Janeiro); D.O. Leitura (São Paulo); Suplemento Literário Minas Gerais (Belo Horizonte); A Tarde (Salvador); O Dia e Diário do Povo (Teresina); Correio Braziliense, Ceará em Brasília e Jornal da Associação Nacional de Escritores (Brasília); O Cometa Itabirano e O Trem (Itabira, MG), entre outros. Obras publicadas: Palavra de escritor (1995); Inventário de crônicas (1997); Villaça, um noviço na solidão do mosteiro (1998); Lutar com palavras (2001); Drummond, a lição do poeta (2002; 2 ed. 2006); Pedro Nava: em busca do tempo vivido (2003); Brasil e Cuba: modos de ver, maneiras de sentir (2006); O monge do Hotel Bela Vista (2008) e Rachel de Queiroz, a senhora do Não Me Deixes (2010).

 

Sobre Inventário de crônicas, afirmou o jornalista e escritor Blanchard Girão: “Este novo livro de Edmílson Caminha nos apresenta um cronista adulto, de estilo ameno, linguística escorreita, inspiração constante. Mais que tudo isso, porém, Edmílson é um perscrutador infatigável do coração do homem. Vai fundo na procura essencial dos nossos sentimentos. É por isso que em suas crônicas ora acharemos o riso, ora a lágrima, porque ele consegue fazer desabrochar todas as nossas emoções.”

 

Na resenha em que comentou Lutar com palavras, escreveu Francisco Carvalho: “É livro de homem culto e civilizado, que conheceu várias partes do mundo e assimilou vestígios de culturas diversas, a poesia das cidades cosmopolitas, enfim, a emoção de conviver com outras pessoas, outras paisagens urbanas, outras facetas do espetáculo multifário da vida.”

 

Edmílson Caminha é membro da Academia Cearense da Língua Portuguesa, da Academia de Letras do Brasil, sócio correspondente da Academia Cearense de Letras e sócio da Associação Nacional de Escritores (ANE) e da Associação dos Bibliófilos do Brasil.

 

Em 2006, recebeu da Prefeitura Municipal de Itabira o título de “Itabirano de Coração”, e em 2012, outorgado pela Câmara Municipal, o de “Cidadão Honorário de Itabira.” Foi eleito, em 2013, para a cadeira n° XXIV da Academia Brasiliense de Letras, como sucessor do jornalista e escritor cearense Lustosa da Costa. (EC)

 

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