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Sábado, 18 Agosto 2018

Tarcísio de Almeida Pimentel

O psiquiatra que vê a fundo a alma humana.

 

Tarcísio nasceu em Quixeramobim, em 6 de junho de 1945, filho de José Joaquim Pimentel, agricultor, e de Maria Branca de Almeida Pimentel, dona de casa, nascidos, ele, em Quixeramobim, ela, em Independência. Moraram na fazenda Campina, a 6km da cidade, praticando agricultura de subsistência. José Joaquim, afetivamente chamado pelos sobrinhos de tio Dedé, tinha 16 irmãos. Maria Branca tinha seis irmãos, três do primeiro e três do segundo casamento de seu pai.

 

O casal teve três filhos: José Pordeus Pimentel, trabalhou no serviço de aerofotogrametria da Cruzeiro do Sul, em São Paulo; Pedro Paulo Pimentel, agricultor em Quixeramobim; e Tarcísio.

 

Maria Branca faleceu em 1949 e José Joaquim casou-se com a sobrinha, Maria Estela Cândido Pimentel, filha do irmão Braz Pimentel, em 1957, com quem teve três filhos: Maria Almeida Pimentel, Maria das Dores Almeida Pimentel, ambas do lar, e José Aurélio Pimentel, agricultor. José Joaquim faleceu em 1993.

 

Tarcísio começou a estudar na fazenda Campina, onde existia uma escola rural, na fazenda Juazeiro da Sombra, a 3km, com a professora Noêmia Pimentel Fernandes, sua prima e contratada pela prefeitura. Em 1958, foi morar em Quixeramobim, na casa dos padrinhos Manoel e Iracema Alencar para concluir o curso primário no Grupo Escolar Dr. Assis Bezerra. Ao término do quinto ano primário, retornou para a fazenda para morar com o seu pai, trabalhando na agricultura.

 

Em 1961, retornou a Quixeramobim, ficou na casa do padrinho Antonio Simão e trabalhava na livraria dele, para poder estudar no colégio Estadual Dr. Antonio Andrade Furtado, onde concluiu o ginásio e o científico.

 

Em 1969, foi para Fortaleza e ficou morando na casa do padrinho, Manuel Alencar, que à época estava na capital. Para se manter, passou a trabalhar numa livraria, Floriano Peixoto, de Mário Pereira.

 

Em 1971, fez vestibular para a Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, sem fazer cursinho.

 

Para concluir a Faculdade, fez internato no hospital psiquiátrico estadual Juliano Moreira. No 4º ano da Faculdade prestou concurso para monitoria da disciplina Psicologia Médica, quando decidiu que se especializaria em Psiquiatria, com o apoio da professora Maria de Lourdes Britto Pessoa, psiquiatra e titular da cadeira.

 

A opção pela Psiquiatria veio de longe. “Desde que trabalhei nas livrarias em Quixeramobim e Fortaleza, levava para ler em casa livros de Psicologia e Psiquiatria. Penso que meu avô Joaquim Bento, que era um autodidata nos estudos das artes de cuidar das pessoas, foi um estímulo remoto para a escolha da especialidade de Psiquiatria. Lidar com pessoas e poder avaliar suas dificuldades emocionais, isto me fascinava.”

 

Em julho em 1977, veio para Brasília visando fazer residência médica e foi morar no Gama com seus colegas republicanos de João Pessoa: Flávio e Franklin Ferreira, irmãos.

 

Fez prova para o Hospital de Base de Brasília (HBDF) e o Hospital das Forças Armadas (HFA); passando nos dois, optou pelo HFA, estimulado pela professora Glaucia Frazão, que era psiquiatra deste hospital e o entrevistou depois da prova escrita.

 

Foram dois anos de residência médica e os psiquiatras Hélio Lobo, Lúcio Villaça e Glaucia Frazão foram seus preceptores.

 

Concluída a residência, em 1980, retornou a Fortaleza com o registro profissional no CRM para trabalhar, inicialmente, no hospital psiquiátrico do Dr. Paulo Picanço e no Hospital São Gerardo, que era do psiquiatra Hélio Lobo e do pai dele, Dr. Vandick Ponte. Também foi convidado para atender no consultório com Hélio Lobo.

 

Em 1981, foi convocado para o serviço militar obrigatório, ficou no Hospital Geral Militar de Fortaleza, como oficial médico, tenente temporário do Exército.

 

Em janeiro de 1982, casou-se com Regina Lúcia de Brito Piancó, natural do Crato, que estudava Serviço Social e trabalhava na UECE, a qual conheceu no Clube do Vaqueiro, levado pela prima, Aldenice Pimentel, enfermeira do Hospital Geral do INSS. Em julho daquele ano, a esposa Regina Lúcia, trancou matrícula no curso de Serviço Social, licenciou-se do trabalho naquela instituição e trocou Fortaleza por Tabatinga.

 

Em Tabatinga permaneceram até 1984, quando foram morar em Boa Vista, Roraima. Terminado o serviço militar, ingressou no Serviço Público do Território. Por longo período, foi o único psiquiatra de Roraima. Em 1992, fez o vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Roraima, graduando-se em 1996.

 

“Permaneci em Boa Vista até 2003, foram 19 anos. Quando lá morei não existia de fato o Conselho Regional de Medicina (CRM). Havia um médico indicado como representante do Conselho Federal. Naquela época, havia menos de 100 médicos inscritos no CRM-RR. Em 1986, o Conselho Federal determinou a realização da primeira eleição para conselheiros do CRM. Formamos duas chapas, uma por mim liderada e outra pelo secretario de Saúde do Território, Dr. Ramiro Teixeira, paraense. O CFM, então presidido pelo Dr. Francisco Costa, deu força e apoio, inclusive participando pessoalmente no dia da eleição. Vencemos por um voto, 41 a 40. Tomei posse por um mandato complementar e, em 1988, fui reeleito para novo mandato. Nesse período, fui também eleito para o CFM, em Brasília, representando o CRM-RR.”

 

Como servidor público federal, em 2003, requereu redistribuição para Florianópolis, João Pessoa e Natal. Em julho daquele ano, Dr. Lúcio Villaça convidou-o para voltar ao HFA. “Se você conseguir a redistribuição, eu vou”, disse. Em setembro, Dr. Villaça avisou-lhe que a portaria do Ministério da Defesa fora publicada com a sua redistribuição nos dois contratos de 20 horas para o HFA. Veio para Brasília em novembro de 2003, onde esta há 10 anos.

 

Tarcísio e Regina não tiveram filhos. Ambos são diabéticos.

 

Em 2004, fez pós-graduação, na área de Didática Universitária, no Instituto Científico de Ensino Superior e Pesquisa UNICEPS, escola privada.

 

Tarcísio tem dois trabalhos publicados na área médica/educação: O Ensino da Psiquiatria no Programa de Residência Médica do Hospital das Forças Armadas, e Aprendizado Baseado em Problemas: Proposta Pedagógica para o Ensino da Psiquiatria na Graduação, este foi sua tese de pós-graduação.

 

“O trabalho do psiquiatra é primordialmente compreender e aceitar o ser humano como realidade plural, integral e una para orientá-lo na busca de solução de seus problemas vivenciais. É o que procuro fazer com serenidade, tranquilidade, segurança, ética e credibilidade.” (JBSG)

 

 

 

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