Terça, 22 Maio 2018

Raimundo Delmiriano Padilha

Raimundo Delmiriano Padilha (Fortaleza) deputado federal, ultimo governador do estado do Rio de Janeiro e líder do presidente Médici na Câmara ds Deputados In memoriam

 

Raimundo Delmiriano Padilha nasceu em 8 de abril de 1899, em Fortaleza, filho de José da Rocha Padillha e de Tereza da Rocha Padilha. Faleceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro em 19 de setembro de 1988, aos 89 anos.

 

Foi o último governador do estado do Rio de Janeiro (1971 a 1975), a Velha Província. No final do seu governo, por ato do presidente Ernesto Geisel, foi decretada a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. O ato da fusão não foi aprovado pelo Congresso Nacional.

 

Como governador, implantou o Projeto Praia Grande, em Niterói, onde hoje está sendo implantado o Caminho Niemeyer.

 

Foi economista e bancário.

 

“Nascido no Ceará, foi criado em Santos (SP) e, ainda adolescente, chegou ao Rio de Janeiro para estudar no colégio Militar Pedro II.

 

Após concluir o curso secundário, foi admitido na Escola Politécnica, mas saiu antes de se formar em Engenharia, pois, após a morte do pai, ele teve que sustentar sua família.

 

Aos 20 anos, casou-se com uma jovem de nome Mayar, que lhe daria oito filhos ao longo da vida!

 

Começou, então, a vida de bancário. Foi aprovado em primeiro lugar num concurso para auxiliar do Banco do Brasil; fez uma carreira brilhante e, ao lado de Luiz Migliora, fundou o Sindicato dos Bancários. Em 1930, no cargo de fiscal, sugeriu em minuciosos relatórios a instituição do monopólio do câmbio pelo BB e de seus estudos resultou a regulamentação da fiscalização bancária.

 

Foi um dos primeiros a ingressar na Ação Integralista Brasileira (AIB), em 1933, opondo-se à Intentona Comunista de 1935, liderada pelo grupo terrorista Aliança Nacional “Libertadora” (ANL), de Luís Carlos Prestes, e, por ter sido sempre um camisa-verde exemplar, o chefe nacional da AIB, Plínio Salgado, o designou para comandar os cerca de 100.000 integralistas atuantes no estado do Rio de Janeiro em 1937, além de ser um dos membros do Conselho Nacional Integralista.

 

Por ter participado da tomada do Palácio Guanabara por um grupo de camisas-verdes e militares, em 11 de maio de 1938, contra o então ditador Getúlio Vargas, foi preso e torturado. Nessa ocasião, para defendê-lo teve como advogados Sobral Pinto e Bulhões Pedreira. Foi julgado três vezes pelo Tribunal de Segurança Nacional, sendo absolvido nas duas primeiras, mas, por pressão do Estado Novo, ele foi condenado, ficando preso por seis anos, até ser beneficiado pela anistia concedida em 1944.

 

Com o fim do Estado Novo em 1945, e já posto em liberdade, foi um dos fundadores do Partido de Representação Popular (PRP), sendo então candidato à Câmara dos Deputados, pela nova legenda integralista. Foi eleito sucessivamente deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro entre 1952 e 1971, tendo presidido a Comissão de Relações Exteriores na Câmara; em 1964, apoiou a tomada do poder pelos militares.

 

Em 1971, foi indicado pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici, para assumir o governo do antigo estado do Rio de Janeiro, que tinha à época como capital Niterói; Raimundo Padilha foi o primeiro governador a assinar e implantar o Estatuto do Magistério. (*)

 

Entre seus filhos mais ilustres, o jornalista Moacir Meirelles Padilha, que foi diretor do Jornal O Globo, e o filósofo Tarcísio Meirelles Padilha, membro da Academia Brasileira de Letras.

 

Foi inspetor e técnico em Operações de Câmbio do Banco do Brasil S.A.

 

Foi militante do movimento integralista, eleito suplente de deputado federal em 1950. Em 1952, assumiu o mandato na Câmara no lugar do titular que havia falecido. Reelegeu-se em 1954, 1958 e 1962 pela UDN.

 

Mandatos (na Câmara dos Deputados):

 

Deputado Federal, 1952 a 1955, RJ, PRP. Empossado em: 2/6/1952; Deputado Federal, 1955 a 1959, RJ, UDN. Empossado em: 1º/2/1955; Deputado Federal, 1959 a 1963, RJ, UDN. Empossado em: 1º/2/1959; Deputado Federal, 1963 a 1967, RJ, UDN. Empossado em: 1º/2/1963; Deputado Federal, 1967 a 1971, RJ, ARENA. Empossado em: 1º/2/1967.

 

Licenças:

 

Licenciou-se do mandato de deputado federal na Legislatura de 1963 a 1967, para tratamento de saúde, no período de 15 de abril a 24 de maio de 1966. Licenciou-se do mandato de deputado federal, para participar de Campanha Eleitoral, de 22 a 26/6/70; de 20 a 24/7/70; 13/7/70.

 

Suplências e Efetivações:

 

Assumiu como suplente e foi efetivado no mandato de deputado federal para a legislatura de 1951 a 1955, em 2 de junho de 1952, na vaga do deputado José Monteiro Soares Filho.

 

Atividades Partidárias:

 

Líder da ARENA na Câmara dos Deputados, 1966; indicado para líder em 1970.

 

Atividades Parlamentares:

 

CONGRESSO NACIONAL:

 

COMISSÕES MISTAS: PL 316/67, que cria na 8ª Região da Justiça do Trabalho, 9 juntas de Conciliação e Julgamento: Membro, 1968.

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS:

 

COMISSÕES PERMANENTES: de Economia: Membro, 1963, Suplente, 1963, 1967; de Educação e Cultura: Suplente, 1957 a 1958; de Finanças: Membro, 1954, e Suplente, 1957 a 1958; de Orçamento: Membro, 1955 a 1958; de Relações Exteriores: Presidente, Titular, 1959 a 1965, 1967 a 1969; de Segurança Nacional: Membro, 1959, 1969.

 

Condecorações:

 

Condecorado pela República Federal Alemã, Itália, Luxemburgo, China Nacionalista, Senegal, Bélgica e Países Baixos; Medalha de Ouro da Câmara dos Deputados da Argentina e do Governo Argentino; Ordem do Mérito Naval.

 

Estudos e Cursos Diversos:

 

Escola Politécnica do Rio de Janeiro; Faculdade Nacional de Direito, Rio de Janeiro (não concluiu nenhum deos cursos); Economia.

 

Missões Oficiais:

 

Viagem em visita de observação, a convite do governo dos EUA, 1961; Viagem a convite do governo da República da China Nacionalista, 1961.

 

Obras Publicadas:

 

Moeda Enferma e Estabilidade Econômica; A Carta de São Francisco e a Unidade do Mundo; Alberto Schweitzer. (JBSG, com a Câmara dos Deputados e a Frente Integralista Brasileira)

 

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