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Sábado, 18 Agosto 2018

Pedro Sobreira Pirajá

Pedro Sobreira Pirajá (Juazeiro do Norte) de Juazeiro ao Acre e do Acre a Brasília In memoriam

 

Nasceu no antigo sítio Timbaúba, município de Juazeiro do Norte, estado do Ceará, em 8 de janeiro de 1922. A casa de seus pais era a última residência na estrada de terra que margeava a estrada de ferro da Rede de Viação Cearense que ia até Barbalha. A casa do velho Pirajá ficou sendo referência na antiga geografia de Juazeiro e, hoje, deu nome a um dos bairros mais populosos da cidade e centro econômico dinâmico do comércio da cidade – Bairro Pirajá. Eram filhos do casal José Tavares Pirajá e Isabel Gonçalves Sobreira: Vicente Tavares Sobreira, Antônia Sobreira Bezerra e Pedro Sobreira Pirajá.

 

Pedro Sobreira Pirajá fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar Padre Cícero. Concluídos os estudos das “primeiras letras”, matriculou-se na escola do professor Manoel Diniz, onde iniciou seus estudos do curso propedêutico, à época, preparatório para o ingresso do ensino superior. Aos quinze anos de idade, por influência do padre Azarias Sobreira, ingressou no Seminário Diocesano do Crato, onde concluiu o curso Clássico, equivalente, hoje, ao curso do segundo grau. Durante o curso de Seminário Menor, dedicou-se com afinco aos estudos da língua e literatura latina. Em 1941, deixou o Seminário e mudou-se para Fortaleza, visando complementar seus estudos. Nesse período, foi professor de latim no colégio Liceu do Ceará e do colégio São João de Fortaleza.

 

Na década de 1940, a cidade de Fortaleza vive um intenso e criativo movimento literário para a revitalização da novelística cearense. O grupo de jovens intelectuais reuniu-se sob a denominação de Clã – é o inovador e inquieto Grupo Clã, com a participação de Antônio Martins Filho, Eduardo Campos, Milton Dias, João Clímaco Bezerra, Antônio Girão Barroso e Fran Martins. Parecia que letras ferviam no sangue cearense. Havia o inquieto movimento de renovação da poética modernista, que ficou conhecido como a geração de 45. Esse grupo de jovens poetas era liderado por Mário Sobreira de Andrade, conhecido, literariamente, como Mário de Andrade do Norte. Pedro Sobreira Pirajá acompanhou muito de perto essa geração, que daria uma nova feição à poesia, à novelística e à cultura do Ceará.

 

Em 1944, seguindo a orientação do interventor federal do Ceará, professor Menezes Pimentel, Pedro Sobreira Pirajá mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, quando conheceu o ilustre intelectual e jurista cearense, Djacir Menezes, tornando-se seu discípulo e amigo. Concluiu o curso de Direito em 1950.

 

Concluído o curso da Faculdade de Direito, trabalhou como advogado em diversos escritórios e exerceu o magistério em diversos colégios cariocas como professor de latim e de português.

 

Em 1958, ingressou por concurso público no Ministério Público Federal, como promotor, nomeado, por Decreto do presidente da República, de 4 de fevereiro de 1958, e lotado na cidade de Sena Madureira, Território do Acre. Por Decreto do presidente da República de 1º de julho de 1959, foi nomeado promotor público da Seção Judiciária do Território Federal do Amapá.

 

Do primeiro casamento teve os seguintes filhos: Caio Sobreira Pirajá, Cícero Sales Sobreira e Ana Rosa Sobreira.

 

Em 1968, foi transferido para Brasília, por ato de Ministério da Justiça, para ocupar vaga no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

 

Em 1972, Pedro Sobreira Pirajá casou-se com Maria Geny Sobreira Pirajá.

 

Em 16 de janeiro de 1992, aposentou-se como procurador da Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e passou a atuar como advogado nos foros de Brasília.

 

Aposentado, reuniu vários estudos e pareceres analisando a vasta problemática jurídica inerente aos Territórios Federais, em razão de sua especificidade jurídica nos relacionamentos com as outras unidades da Federação, de modo especial aquelas relativas à área tributária e, mais ainda, os anseios naturais das populações dos Territórios em querer se fazer presente mais ativamente da vida política, com maior participação representativa no Congresso Nacional. Esses estudos e pareceres serviram de subsídios importantes para a transformação dos antigos Territórios brasileiros em unidade da Federação à categoria de estados.

 

Nos últimos anos de vida, Pedro Sobreira Pirajá dedicou-se profissionalmente a elaborar estudos e pareceres. Faleceu em 24 de julho de 2001, em Brasília. (GS)

 

 

 

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