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Terça, 16 Outubro 2018

Paulo Sarasate Ferreira Lopes

Paulo Sarasate Ferreira Lopes (Fortaleza), jornalista educador, governador, deputado federal, senador In memoriam

 

Paulo Sarasate Ferreira Lopes nasceu a 3 de novembro de 1908. Filho do maestro Henrique Jorge Ferreira Lopes e de Júlia Jorge Ferreira Lopes. Faleceu em Fortaleza em 23 de junho de 1968.

 

Com o curso primário feito no Instituto de Humanidades, dirigido pelo professor Joaquim Nogueira, e no colégio Miguel Borges, hoje colégio Castello Branco, concluiu os preparatórios no Liceu do Ceará, em 1925.

 

Muito jovem, ingressou na Faculdade de Direito, colando grau em 8 de dezembro de 1930.

 

O magistério primário foi a sua primeira atividade, quando, ainda como aluno, fazia parte do corpo docente do Instituto de Humanidades.

 

Formado, exerceu as funções de secretário da própria faculdade e posteriormente a de inspetor federal de Ensino, da Junta de Sanções do Ceará, procurador do Tribunal Regional Eleitoral e secretário da Faculdade de Direito do Ceará.

 

Sua vocação para o magistério se solidificou quando, juntamente com o Dr. Antônio Filgueiras Lima, fundou, em 1938, o colégio Lourenço Filho, do qual foi diretor.

 

Com o jornalista Perboyre e Silva dirigiu o panfleto A Farpa, iniciativa que lhe custou muitas perseguições e dissabores.

 

Redigiu com Demócrito Rocha, seu sogro, a revista Ceará Ilustrado, e foi ainda com Demócrito que, em 7 de junho de 1928, fundou o jornal O Povo, do qual foi redator-chefe e diretor.

 

Elegeu-se deputado à Assembleia Constituinte Estadual, de 1934 a 1938, liderando a maioria parlamentar, constituída pelo Partido Social Democrata (PSD), em forte oposição ao governo do Dr. Francisco de Menezes Pimentel. Perdeu o mandato com o chamado golpe do Estado Novo.

 

Deputado Federal - 1946 a 1951.

 

Deputado Federal - 1951 a 1955.

 

Governador - 1954 a 1958.

 

Deputado Federal - 1959 a 1963.

 

Deputado Federal - 1963 a 1967.

 

Senador - 1967 a 1968.

 

Com a redemocratização do País, voltou ao Parlamento, eleito em 1946, com mandato até 1951, pela União Democrática Nacional (UDN). Como deputado à Assembleia Nacional Constituinte, integrou o Comitê Especial que foi incumbido dos trabalhos da elaboração da Constituição Brasileira de 1946. Reelegeu-se para as legislaturas de 1951 a 1955.

 

Em 1954, tomou posse como governador do Ceará, candidato que fora da coligação UDN-PTB-PR, obtendo maioria sobre o seu competidor, Armando Ribeiro Falcão, candidato do PSD.

 

Sarasate, por problemas de saúde, não terminou sua gestão, passando o governo ao vice, Flávio Portela Marcílio.

 

Voltou à Câmara dos Deputados nas legislaturas de 1959 a 1963, e 1963 a 1967; nas eleições de 1967, elegeu-se senador da República, tomando posse em 1º. de fevereiro de 1967, pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), de que era presidente do Diretório do Ceará.

 

Colaborou com o presidente Humberto de Alencar Castello Branco, de quem era amigo particular, no preparo da Constituição de 1967, e foi o responsável pela revisão gráfica da mesma.

 

Mereceu, entre outras insígnias: Ordem do Mérito Militar; Ordem do Mérito Santos Dumont; Ordem do Mérito da Aeronáutica; Ordem do Mérito Naval; Medalha do Mérito Tamandaré; Medalha da Inconfidência - Governo de Minas Gerais; Diploma da Grande Medalha da Inconfidência.

 

Deixou publicados: Legítima Defesa (1933); Por que Devemos Combater o Nazismo (1942); O Problema do Nordeste em Face da Constituição (1946); A Constituição do Brasil ao Alcance de Todos (História, Doutrina, Direito Comparado e Prática da Constituição Federal de 1967). Apresentação de Afonso Arinos, prefácio de Josafá Marinho. III Ed. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1968. 583 p. (Senado, Ministério da Justiça, STF e UnB); O Rio Jaguaribe é uma Artéria Aberta (apontamentos sobre a vida e a obra literária de Demócrito Rocha, à margem dos poemas e de algumas crônicas que o jornalista escreveu). Prefácio de Rachel de Queiroz. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1968. 170 p. Il. (Senado); Participação nos Lucros e na Vida das Empresas; o Novo Dispositivo Constitucional sobre a Integração do Trabalhador na Vida e no Desenvolvimento da Empresa, Antecedentes e Perspectivas e sua Regulamentação na Lei Ordinária. Prefácio do Senador Jarbas Passarinho. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1968. 322 p. (Senado, STF, Ministério da Justiça e UnB).

 

Casou-se em Fortaleza, em 3 de setembro de 1937 com Albaniza do Carmo Rocha, filha de Demócrito Rocha. Conselheira e amiga durante 31 anos, continuadora dos trabalhos de seu pai e do esposo na empresa jornalística O Povo, como presidente até seu falecimento em 2 de maio de 1985.

 

Sem filhos, Paulo Sarasate faleceu no Hospital dos Servidores do Estado, na Guanabara, no dia 23 de junho de 1968.

 

Em 1986, foi homenageado com a Grande Oficial da Ordem do Congresso Nacional (In memoriam).

 

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